SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Quarta-feira, 16 Junho 2021, 11:29

Oração: a força de cada dia

Dia 2  de Fevereiro, festividade da Apresentação do Senhor, a Igreja celebra o Dia da Vida Consagrada. A trabalhar desde há dois anos no Lar das  das Raparigas em Torres Novas, a Irmã Joana  recorda com carinho o momento da sua entrada no Convento aos 20 anos de idade.

 

Baptizada com o nome de Maria do Carmo, e natural da na localidade de Vinhó, Gouveia, cresceu habituada a ver a Serra da Estrela pintada de branco pela neve, e em jovem “era uma das primeiras a abrir os bailaricos”. Recorda a Irmã Joana.  “Mas o Senhor desde cedo que me chamou e deu sinais de qual seria o meu caminho.” Acrescenta a religiosa.

 

A Irmã Joana nasceu numa família cristã, sendo a filha mais velha de cinco irmãs. Desde cedo se apercebeu que “não tinha vocação para o matrimónio”, afirma ao recordar que pretendentes não faltavam, mas “não gostava de nenhum, e quando via uma amiga casar-se pensava o quanto seria infeliz se estivesse no lugar dela.” Conta a Irmã Joana. “E o Senhor deu-me sinais desde cedo. Recordo-me do meu livro da escola, em que numa página tinha o desenho de um grupo de muitas meninas, e eu pensava na altura: quem me dera viver numa casa só com muitas meninas. Ou outra página onde uma lição era dedicada à Princesa Santa Joana, e eu passava tempos sem fim a reflectir naquela lição e na sua vida e a pensar que queria tanto seguir o exemplo daquela Santa.”

 

Irmãs de S. João Baptista e de Maria Rainha

 

Um primeiro contacto ocasional com as Irmãs de S. João Baptista e de Maria Rainha cuja Casa Mãe se encontrava desde 1956 em Gouveia, data da vinda do Instituto para Portugal, viria a tornar-se decisivo. “Comecei a notar que entre as Irmãs existia uma alegria diferente daquela que vivia com as minhas colegas, nos bailaricos e nas nossas brincadeiras. As Irmãs começaram a convidar-me para rezar com elas e o desejo de oração começou a tornar-se uma exigência cada vez maior!

 

 Recordo-me que enquanto era trabalhadora na fábrica de lanifícios, na hora de almoço ia-me fechar na casa de banho para rezar o terço em segredo. A oração começava a encher-me de tal forma que quanto mais rezava mais aumentava o desejo de rezar ainda mais. Quanto mais me ligava à oração mais crescia em mim o desejo de estar sempre com Ele. De quinze em quinze dias as Irmãs levavam-me ao Convento, em Gouveia, para participar na Adoração Perpétua, dia e noite de adoração eucarística. Que experiência aquela de tão grande intimidade com o Senhor!”.

 

Célia Ramos

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