SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Segunda-feira, 21 Junho 2021, 23:47

“Edifício mais novo da Escola Maria Lamas vai abaixo?” – Reacções políticas

 

Após a notícia publicada a semana passada em “O Almonda”, sobre o eventual estado precário do edifício mais novo da Escola Maria Lamas, recolhemos junto dos partidos políticos representados no município de Torres Novas algumas reacções.

 

B.E.

 

O Bloco de Esquerda, através de António Gomes, considera que, a confirmarem-se as informações avançadas pela notícia, é «uma situação muito grave», não só por motivos económicos, pois envolve «uma verba significativa», mas sobretudo por estar em causa as condições de segurança de professores e alunos, pois durante anos se pensou que ali se estaria em segurança e agora «veio-se a verificar o contrário». Independentemente de que tipo de intervenção irá a escola ser alvo o BE entende que há que encontrar «alguém responsável pela situação», e que «a culpa não pode morrer solteira», perguntando, «Quem projectou? A culpa é do projecto ou do construtor? Tem que se pedir responsabilidades, não se compreende como é que um edifício recente tenha estes problemas», e rematou, «O BE vai pedir esclarecimentos ao Governo».

 

PCP

 

A Comissão Concelhia de Torres Novas do PCP emitiu um comunicado onde dá conta da sua preocupação para com a segurança do edifício e pergunta, «a quem de direito», porque razão aquele «se mantém aberto em funcionamento? Quem se responsabiliza por um eventual desastre? A Informação não é fidedigna ou não está a ser levada a sério?».

 

O PCP entende que o Ministério da Educação/Escola Maria Lamas deverão encontrar rapidamente a solução alternativa a este edifício, de forma a garantir que os alunos não sejam prejudicados no ano lectivo. Para além de mostrar preocupação para com o mau uso do dinheiro dos contribuintes, num edifício que tem oito anos e apresenta problemas, perguntam também como é possível «a construção de um edifício, que se destina a albergar diariamente centenas de pessoas, sem que as condições de segurança estejam asseguradas, bem como vários defeitos de construção e inadequação do espaço aos fins a que se destina». Por fim informam que o PCP tudo fará, junto das entidades competentes, nomeadamente o Ministério da Educação, para que estas questões sejam esclarecidas tão rapidamente quanto possível.

 

PSD

 

João Sarmento, Presidente da Comissão Política do PSD, diz ter dificuldade em aceitar que um edifício com oito anos possa ter a estrutura em perigo, acrescentando, «É impossível alguém tecer esses comentários quando não foi feita nenhuma análise ao betão», acrescentando ainda a propósito da questão da fragilidade sísmica, «Uma obra com oito anos já teria cálculos anti-sísmicos», acreditando que possa ter acontecido algum assentamento de alguma sapata, o que poderá ter desnivelado o edifício. João Sarmento informou “O Almonda” que irá solicitar autorização da Escola Maria Lamas para que uma equipe técnica sua possa proceder à recolha de elementos para que a partir daí avance com uma solução. Por fim entende que a proposta de deitar o edifício abaixo não respeita «o dinheiro dos contribuintes». E caso isso tenha mesmo de vir a acontecer entende que deveria haver quem fosse responsabilizado, «É preciso legislação que preveja estas situações».

 

PS

 

António Rodrigues, o Presidente da Câmara, deu a conhecer a sua posição na reunião de Câmara, onde comentou, «Acho este assunto uma vergonha», salientando que a responsabilidade é exclusiva do Ministério da Educação. Informou que entretanto já tinha entrado em contacto com a “Parque Escolar” e que obteve a confirmação de há a hipótese do novo bloco ser demolido. António Rodrigues não se conforma com a ideia e disparou, «Urgente é a intervenção na Escola Chora Barroso e na Manuel de Figueiredo. A minha luta tem sido esta». Depois ainda acrescentou, «Que me venham apresentar o argumento de que um edifício não é anti-sísmico para o deitar abaixo acho falacioso. Então haveria que perguntar, se aquele com oito anos não é, o que dizer do outro ao lado?». O Presidente informou ainda que irá reunir com os engenheiros da empresa para aprofundar melhor esta situação.

 

Luís Miguel Lopes

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