SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Quarta-feira, 23 Junho 2021, 12:31

«Cemitério de Lapas perto da rotura»

 

O cemitério de Lapas está a atingir o ponto de rotura, avisa o Presidente da Junta de Lapas, Manuel Ramos. Estima que daqui a dois anos, se não houver um súbito aumento de óbitos na freguesia, será obrigado a dizer ás pessoas que não podem enterrar os seus familiares no cemitério da freguesia. Teme que chegue o dia em que tenha de dizer aos familiares que terão de ir fazer o funeral dos seus mortos para o cemitério municipal, o que «seria muito triste, pois isto mexe com os sentimentos das pessoas».

 

As campas não podem ser levantadas até que passe um determinado período de anos. A média será os oito anos, explicou Manuel Ramos. Ora de 2000 há apenas 5 campas, de 2001 há 4 e de 2002 há 12 campas. Nos anos seguintes «é pior», explicou, razão porque o problema tenda a agravar-se. A freguesia regista uma média de óbitos de 15 a 18 por ano. Para tentar remediar um pouco a situação a Junta já colocou os preços dos talhões com um valor elevado, a rondar os 500 euros, a ver se as pessoas não as compram para que o problema não se agudize. Mas… «as pessoas também têm o direito de comprar a concessão de um talhão no cemitério», reconheceu.

 

Para resolver o problema é necessário que se avance com o alargamento do cemitério, obra que foi projectada há 20 anos, mas que nunca teve andamento. A Junta de Freguesia «não tem verba», explicou também Manuel Ramos, que procura ter apoio junto da Câmara Municipal. Para que a obra arranque será preciso que aquela aprove o projecto e que se faça o concurso para a obra. Seria bom, diz também Manuel Ramos, que o alargamento já contemplasse os gavetões e uma pequena Capela.

 

Um projecto com dez anos apontava para a remodelação do cemitério para que se aumentasse a sua capacidade quase para o dobro, o que «iria por certo resolver o problema». Esse mesmo projecto também já tinha um orçamento, que, à data, estimava um custo de 100 mil euros para concretizar a obra.

 

Luís Miguel Lopes

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