SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Quinta-feira, 17 Junho 2021, 20:36

Padre José Pinto veio aprender e ensinar

 

Padre José Pinto, de 36 anos, nasceu a 450 kms de Maputo, Moçambique, onde foi ordenado Padre, há três anos, no dia 2 de Dezembro. O primeiro filho de um casal muito novo, ambos com 17 anos, cresceu em Maputo para onde o Pai foi trabalhar. Esteve em Torres Novas a convite do Bispo D. Manuel e na conversa que tivemos com ele percebemos que ficou com Torres Novas no coração e que tem o desejo de voltar.

 

Como é que aconteceu o chamamento vocacional?

 

Aconteceu muito cedo. Fui testemunha de algumas crianças maltratadas, que sofriam. Eu quis ajudá-las. Pensei em ser Frade Franciscano, com o objectivo de ajudar as outras crianças da sociedade. Esperava que a minha palavra, a minha pregação, pudesse ajudar a humanizar a família.

 

Também veio para Portugal com o objectivo de humanizar?

 

(Risos) – Vim a convite de um amigo, de um outro padre, o meu director espiritual, que me pagou a passagem. Esta é a minha segunda visita a Portugal.

 

E o que é que o impressionou mais na visita que nos fez?

 

Pela positiva marcou-me o acolhimento, senti-me integrado, tanto pela família do meu director espiritual, que me receberam com os braços abertos, e trataram-me com se fosse filho deles, como também pelo resto da comunidade, que tão bem me acolheu. Não sei se terei constatado alguma coisa negativa… bom, talvez o limite que o povo português coloca na questão da natalidade. Vê-se que a população está cada vez mais velha e que o futuro está comprometido. Abra-se o espaço para a “invasão” estrangeira. Isto foi o que notei. Em Moçambique há muitas mais crianças e jovens.

 

Sabe que o controlo da natalidade aconteceu também por causa das doenças sexualmente transmissíveis…

 

Sim… isso condicionou. Mas e a consequência? A população velha está a desaparecer e a população activa e jovem existe em número reduzido.

 

Como é que aconteceu a sua vinda para Torres Novas?

 

No ano passado visitei a diocese de Santarém. Conheci o Bispo, D. Manuel Pelino, e tornei-me amigo dele, assim como do Pe. Ganhão. Convidaram-me a passar cá uns dias. Depois convidaram-me a ficar no Seminário nas próximas vezes que visitasse Portugal e assim aconteceu. Quando vim assistir à ordenação do meu amigo, o Pe. Marco, em Santarém, fiquei no Seminário. Nessa altura o Bispo sugeriu-me que conhecesse a zona de Torres Novas e que ajudasse a Pastoral, aproveitando para aprender como se faz em Portugal. E pronto, vim e aprendi muita coisa. Foi um intercâmbio no serviço Pastoral.

 

Luís Miguel Lopes

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