SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Quarta-feira, 23 Junho 2021, 02:51

Mário Zambujal apresentou último trabalho literário aos torrejanos

 

Mário Zambujal veio apresentar aos leitores e admiradores torrejanos o seu mais recente trabalho na área da literatura, o livro “Uma noite não são dias”. O evento teve lugar no auditório do Clube Wiva do Torres Fórum, onde durante mais de uma hora e num ambiente agradavelmente familiar, o jornalista trocou todo o tipo de ideias e impressões com os poucos mas devotos admiradores presentes.

 

Foi nesta agradável e longa conversa que Mário Zambujal revelou a sua humorística e crítica previsão de um futuro que assenta no ano de 2044 e que é retratada neste seu último trabalho literário. Em “Uma noite não são dias”, o jornalista diverte os leitores com uma narrativa decorrente no estranho edifício “Avenida Vertical”, no ano de 2004. Iniciada com dois invulgares assaltos neste mesmo edifício, a acção desfila constantemente envolta em mistério, sendo os protagonistas da mesma Anthony, um historiador devoto do longínquo ano de 2009, Grace, a respectiva mulher, e ainda James, o amigo escultor.

 

Visto por todos como uma grande paródia, o livro “Uma noite não são dias” não é nada mais nada menos que “um olhar risonho sobre aquilo que se vai passar daqui a 35 anos”, afirma o jornalista. “É uma perspectiva dedutiva daquilo para o qual nós vemos que caminhamos, ou seja, para um mundo de tecnologia, repleto de máquinas”, explica. Com 73 anos de vida e largas dezenas de anos de dedicação ao jornalismo e, mais tarde, à literatura, Mário Zambujal surpreende todos os seus leitores assíduos com uma previsão do futuro um tanto bizarra, onde apenas uma filosofia é seguida: “tudo evolui à volta do Homem, tudo se transforma. As pessoas estão constantemente a transformar tudo aquilo que as rodeia: os carros, as casas, e até a própria natureza. Contudo, há uma coisa que nunca muda: as pessoas. Estas são sempre as mesmas pois são invariavelmente portadoras dos sentimentos da sua condição humana: as paixões, a crueldade, a vingança. Em toda a história do ser humano isto foi visível e não é agora em 35 anos que vai deixar de o ser”, explica o escritor. “Além disso, os comportamentos do Homem foram e serão sempre os mesmos. A única mudança que se verifica é a sua adaptação a uma determinada época. Na pré-história o ser humano adequava o seu comportamento de uma certa maneira, hoje em dia adequa-os de outra. Mas a sua essência é sempre a mesma.”

 

Margarida Cruz

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