SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Segunda-feira, 14 Junho 2021, 20:12

Manuel Alegre no Fórum Cidadania: “Sem liberdade cultural não há cidadania”

 

 

O deputado socialista Manuel Alegre abriu na quinta-feira, dia 22, o Fórum Cidadania – um contributo para o futuro”, que a Civilis – Associação para a Cidadania e Desenvolvimento organizou em parceria com a Escola Secundária de Maria Lamas (ESML), e que decorrerá até 5 de Dezembro de 2009, na mesma escola e que fórum, que pretende ser um espaço de debate em torno de questões tais como a cidadania, a educação e a cultura.

 

Depois da inauguração de uma exposição de artes, cerâmica, robótica e mecânica e de uma sessão cultural de poesia em movimento com Jorge Maia e Marta Tomé, a conferência decorreu no ginásio que se encheu de um público interveniente e participativo no debate que se seguiu à conferência “Cultura e Cidadania – Um contributo para o Futuro”

 

“Sem liberdade cultural não há cidadania”, disse Manuel Alegre. O poeta referiu ainda que a indústria cultural tem mais peso no PIB da Europa do que o sector automóvel e criticou aquilo que chamou de “novo gueto da globalização”, referindo-se aos problemas gerados pelo encerramento de escolas, de postos médicos e de postos de correios no interior do país. Com a polémica levantada em torno do novo livro de José Saramago, Manuel Alegre disse que a sociedade portuguesa ainda sofre de um “provincianismo mental”, uma vez que, nas suas palavras, “discute-se tudo menos o que está dentro do livro. Espero que não queimem na fogueira o nosso Nobel da Literatura, seria uma vergonha para Portugal”, frisou.

 

À parte do fórum o ex candidato à presidência da Republica disse que “Não vai ser fácil governar”. Manuel Alegre considerou que o novo Governo, apresentado neste dia 22, pelo primeiro-ministro José Sócrates, “é pensado para uma situação diferente, uma situação de maioria relativa, que requer mais capacidade de negociação e de diálogo, mais experiência e coesão política”.

 

Célia Ramos

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