SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Sábado, 12 Junho 2021, 18:57

Dia Mundial do Animal celebrado no Jardim das Rosas

 

Domingo, 4 de Outubro, foi celebrado o Dia do Animal e o Canil e Gatil Intermunicipal de Torres Novas há muito que vinha a preparar um dia em grande dedicado a estes animais de quatro patas que acolhe, trata e acarinha nas suas instalações.

 

Cãominhada

 

A primeira Cãominhada, o mesmo será dizer caminhada de canídeos pelas ruas da cidade, foi nas palavras da directora do Canil e Gatil, Maria de Lurdes Santos, “um sucesso. Participaram mais de trinta pessoas acompanhadas do seu animal e correu muito bem.” Espera-se que a mensagem que se pretendia passar com esta iniciativa tenha sido compreendida e apreendida. Com esta iniciativa O Canil e Gatil quis chamar a atenção das pessoas para a utilização dos dispensadores de sacos para a recolha das fezes dos animais espalhados por toda a cidade. Quem não passou já pela experiência desagradável de sujar um sapato e se aperceber do facto quando lhe cheirar pouco bem?

 

2.º Encontro de animais adoptados

 

Neste dia, realizou-se ainda o segundo encontro de animais adoptados. Uma oportunidade para os funcionários do Canil reverem os animais que por lá passaram e dos novos donos exibirem o quanto os seus amigos de quatro patas estão a ser bem tratados. O livro de honra atesta a participação dos animais neste encontro, que ali deixam a marca da sua pata, enquanto que os seus donos lhes fazem o favor de escrever o nome e deixar uma mensagem simpática.

 

Campanhas de Adopção

 

As crianças tiveram igualmente o seu espaço, num atelier de desenho alusivo ao dia do animal, e perto do final do dia os muitos desenhos colocados num placard ilustravam aquele cantinho do Jardim das Rosas onde se concentraram este conjunto de actividades. Em simultâneo, decorreu mais uma campanha de adopção, na qual vários cachorrinhos ganharam uma nova casa. No entanto, há a referir que a adopção de um animal obedece a um conjunto de requisitos e o procedimento fica completo depois do preenchimento de um inquérito e da confirmação por parte do Canil de que o animal a ser adoptado será bem tratado e muito mimado. Após a adopção, o Canil visita com regularidade as casas onde habitam os animais a fim de se certificar disto mesmo.

 

“É necessário consciencializar as pessoas para os Direitos dos Animais”

 

Já dissemos na edição anterior, que ao Canil e Gatil Intermunicipal, chegam diariamente cães abandonados. A lotação está sempre esgotada. O canil acolhe para cima de oitenta cães e o Gatil alberga mais de vinte gatos. A crise económica poderá estar na origem do abandono de alguns destes animais, apesar desta ser uma situação que não é facilmente admitida pelos donos dos animais, explicou a directora.

 

“Nem todas as pessoas têm capacidades económicas para adoptar um animal. O animal tem de ir com frequência ao veterinário, tem de ser alimentado, têm de existir condições de abrigo para o animal sem prejudicar terceiros, e ainda, ter em conta a higiene do animal. A desparasitação, por exemplo, que tem de ser feita de três em três meses. E os desparasitantes não são nada baratos. Se os animais vivem num apartamento, ou se têm contacto com crianças, é um perigo um animal que não esteja desparasitado. A vacinação é outro aspecto importante. Pelo menos duas vezes por ano, o animal deve ser levado ao médico veterinário.” Explicou a médica veterinária municipal do Canil e Gatil Maria de Lurdes Santos.

 

A questão da vacinação que antigamente era feita apenas para evitar a doença da raiva, actualmente é muito mais abrangente, basta dizer que um canídeo tem um cartão de vacinas tal qual um humano.

 

As fotografias de arquivo do Canil e Gatil mostram recordam alguns exemplos tristes de cães que ali chegaram em tão más condições que pouca esperança havia de se salvarem de um fim menos feliz. “Uns são literalmente atirados para dentro das nossas instalações, outros são deixados do lado de fora atados a uma corda…” disse a médica.

 

Célia Ramos

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