SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Domingo, 13 Junho 2021, 23:48

“O Nevoeiro dos Dias” de Eduardo Bento, lançado na presença de muitos amigos

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“Vou tentar não me emocionar porque nunca pensei aqui hoje ter tantos amigos”, disse o professor (aposentado) Eduardo Bento, autor da colectânea de 65 poemas “O Nevoeiro dos Dias”.

 

Sábado, dia 26, à tarde, o auditório da Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes encheu-se para a apresentação do primeiro livro de poesia do autor. “Encontramo-nos aqui porque aquilo que nos une é muito importante, é a verdadeira amizade”. Disse Eduardo Bento visivelmente emocionado. “Nesta bonita idade em que já posso andar mais de comboio resolvi oferecer este livro aos meus amigos. Agradeço a todos os que contribuíram para a elaboração deste livro e a todos os amigos que aqui estão. E em especial à minha esposa a quem dedico este livro.” Prosseguiu o autor.

 

Coube ao escritor Pedro Canais fazer a apresentação do livro. “Apesar deste ser o primeiro livro de Eduardo Bento, um homem que foi meu mestre e agora é meu amigo, ele não é propriamente um estreante. Foi autor das peças de teatro: Nesta Torre, O regresso da esperança e da peça infantil Floresta dos sonhos. Eduardo Bento é um autor tão torrejano que não associo Torres Novas sem ele”,  afirmou Pedro Canais.

 

Ainda nas palavras de Pedro Canais, Eduardo Bento, neste livro, a poesia, “desafia o amor e a esperança e dispõe-se a contemplar o infinito, querendo explicações mais exigentes. Demorou a publicar um livro de poesia, e agora esta colectânea de poemas, vão apresentando as várias fases da sua vida. O tempo e a morte acompanham toda a obra.” Concluiu o escritor.

 

No verso do livro agora apresentado, Pedro Canais escreve: “ A poesia de Eduardo Bento percorre o que há de mais essencial na condição humana: a preocupação do tempo e da morte. Mas não se limita a observar. Propõe interrogações em tudo quanto descreve. Em cada poema encontra imagens e sentidos extraordinários que nos deixam um alerta cheio de lucidez. A vida é breve. E quando olhamos para ela, muitas vezes não vemos mais do que «sonhos mortos às portas da alegria». É quase como se olhasse para a esperança e lhe perguntasse… Então?”

 

Célia Ramos

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