SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Segunda-feira, 21 Junho 2021, 22:57

À conversa com Tereza Salgueiro

 

O dia de encerramento das “Festas do Almonda’ 2009” teve Tereza Salgueiro como cabeça de cartaz. A cantora, sobejamente conhecida do público português, contou com uma audiência vasta e arrebatada, ou não fosse Tereza Salgueiro a maravilhosa voz que deu vida a um dos conjuntos mais aclamados da música nacional, os Madredeus. Após 21 anos de um projecto vencedor decidiu traçar um novo caminho na sua vida artística. Depois de “Você e Eu” e “La Serena”, ambos de 2007, a cantora apresenta-se com “Matriz”, o seu primeiro trabalho a solo, acompanhada pelos Lusitânia Ensemble. “O Almonda” esteve à conversa com Tereza Salgueiro, enquanto se preparava para o ensaio final. Segue o resultado.

 

 

Almonda – Tem sido gratificante esta nova fase?

 

Tereza Salgueiro – Sim, absolutamente. É um caminho que iniciei agora como independente de uma estrutura com a qual trabalhei durante uma série de anos. Este disco, “Matriz”, é o primeiro que gravo enquanto artista independente dessa estrutura e está a correr muito bem.

 

Alm – Esse trabalho torna-se mais exigente sendo a solo?

 

TS – Sim, mas também me dá mais liberdade para traçar o meu próprio caminho e para escolher as pessoas com quem trabalho.

 

Alm – O disco “Você e Eu”, cantado em brasileiro, foi já um precursor desse caminho?

 

TS – O “Você e Eu” foi ainda produzido pelo Pedro Ayres de Magalhães, durante a minha permanência nos Madredeus, ainda que o grupo não estivesse a tocar. Foi uma oportunidade que surgiu na altura certa, uma vez que não havia concertos programados. Por outro lado eu já tinha uma relação profunda com o Brasil, por ter lá viajado muito e conhecer a importância que a música lá tem, também por admirar muitos músicos e conhecer alguns compositores e intérpretes desde a minha juventude…

 

Alm – Foi aí então que deixou o projecto Madredeus…

 

TS – Quando voltámos a falar e me apercebi que a expectativa do grupo era a de que estivéssemos pelo menos mais sete anos juntos de prioridade, o que me impediria de fazer projectos como o “Você e Eu” e o próprio “Matriz”, decidi sair do grupo ao fim de 21 anos. Foi a primeira vez que não embarquei nessa aventura que eles depois continuaram. Decidi trilhar o meu caminho para procurar a minha própria identidade.

 

CLC

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