SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Quarta-feira, 16 Junho 2021, 02:54

Festas do Almonda com “casa” cheia até ao fim

 

Terminou mais uma edição das Festas do Almonda. Ao longo dez dias, de 3 a 12 de Julho, o Jardim das Rosas encheu-se de sonoridades vindas de vários pontos do globo, e encheu-se sobretudo de muitas, muitas pessoas. Desde o primeiro dia, em que o público ocupava todo o relvado frente ao palco principal para assistir ao festival de folclore de Torres Novas, até à última noite de festa, em que Tereza Salgueiro teve “casa completamente cheia” a assistir ao seu concerto.

 

Tereza Salgueiro, João Gil e Tito Paris

 

A começar pelo fim, um concerto concebido como uma viagem em que o público foi transportado pela voz inigualável de Tereza Salgueiro, acompanhada por um elenco excepcional de músicos, em que foi apresentado o percurso musical de “Matriz”, numa viagem pela música antiga, popular e tradicional do país, não esquecendo o Fado e a música portuguesa contemporânea. Tereza Salgueiro surpreendeu o público que em grande parte ainda a associa aos Madredeus, não deixando no entanto de encantar os presentes.

 

João Gil e Tito Paris unem dois continentes em palco

 

Nas sexta-feira anterior, 10 de Julho, outra noite com “lotação esgotada”, no concerto de João Gil que teve em palco dois importantes convidados, Shout, um grupo de gospel e a Tito Paris, ícone da música cabo-verdiana. Duas presenças a juntarem ao longo percurso, de 35 anos de carreira do compositor e músico que já pisou o palco com as maiores vozes e músicos do país.

 

Música para todos os gostos

 

O programa musical teve o condão de abranger todos os gostos musicais, com o folclore, música étnica, da típica “canção portuguesa” aos modernos grupos de rock.

 

A “Canção Portuguesa” fez-se representar por Paulo de Carvalho que anda em tournée a promover o seu último álbum, “DoAmor”. Na sua passagem por Torres Novas, na quarta-feira, dia 8, encontrou um público que mostrou ser conhecedor das suas músicas e que o procurou acompanhar o cantor, conforme o artista incitava à participação do público. Foi um Paulo de Carvalho interventivo e nada acabado, a quem a idade deixou a sua marca no corpo mas não na voz.

 

Célia Ramos e Luís Miguel Lopes

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