SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Terça-feira, 22 Junho 2021, 09:32

“A fé cristã é sempre um convite para a festa”

Terminou neste domingo dia 13, o ciclo de conferências quaresmais, realizadas pelas paróquias de Torres Novas com o estreito apoio da Santa Casa da Misericórdia de Torres Novas, tendo para este último domingo sido convidado D. Manuel Pelino Domingues, Bispo Diocesano.

Guiados pela Luz do Sol da Páscoa Gloriosa” foi o tema apresentado perante uma assembleia que enchia a Igreja da Misericórdia em Torres Novas.

Antes da apresentação, os torrejanos foram premiados com uma prestação por parte do Conservatório de Música do Choral Phydellius. Depois de Miguel Martins encantar com um solo de violino, foi a vez de Pedro e Ricardo oferecerem um momento de excelência com um dueto de trompetes.

O Padre Ricardo Madeira, pároco de Torres Novas começou por manifestar ser feliz a coincidência de neste dia se celebrar o terceiro aniversário da nomeação do Papa Francisco, assim como, também nesta data, (13 de março), D. Manuel Pelino Domingues celebrava 28 anos passados sobre a sua Ordenação Episcopal.

A 19 de dezembro de 1987, D. Manuel Pelino Domingues recebeu a nomeação Episcopal para Bispo Auxiliar do Porto. A Ordenação Episcopal teve lugar em Coimbra a 13 de março de 1988.

E, desde 27 de janeiro de 1998 que é Bispo da Diocese de Santarém.

D. Manuel começou por manifestar a sua alegria em ali estar para falar da Páscoa Gloriosa, a poucos dias de celebrar a Ressurreição de Cristo.

O Bispo Diocesano dividiu a sua intervenção em quatro pontos e explicou cada um deles numa linguagem acessível que convidou à reflexão do tema escolhido.

Da Cruz à Luz da Páscoa – Por detrás do Jesus crucificado vemos a luz da ressurreição. São dois momentos do mistério pascal. Pedimos a Deus que a luz da Páscoa desça sobre a humanidade. O tesouro da Páscoa é a vitória sobre o mal. Cristo ressuscitado é comparado à luz do sol nascente que vem iluminar quem anda nas trevas e na sombra da morte. Isto é o essencial da fé. É um hino à Vida” começou por dizer.

D. Manuel defendeu que o encanto da Páscoa deve ser apresentado a crianças, jovens e adultos e que este é o tesouro fundamental da nossa fé.

Sublinhou também que os cristãos têm tendência para se solidarizarem mais com a cruz, do que com a alegria, mas “toda a Quaresma se orienta para a Páscoa. O mistério Pascal integra a morte, a ressurreição e o saborear a presença de Deus. A vida cristã no seu mistério profundo é o encontro com Cristo, que está vivo e caminha connosco”, realçou ainda afirmando que vivemos a Quaresma como caminho de chegar à Páscoa, sendo que, nas suas palavras, a cruz é uma etapa necessária neste caminho.

A vida não é feita só de luz, também há a cruz. S. Paulo diz-nos que a cruz é poder de Deus. A cruz é caminho para a luz da Páscoa que ilumina a escuridão, a morte e o sofrimento. Só tem sentido quando a vemos como caminho para a luz”.

Num segundo momento D. Manuel falou da alegria de “Saborear a bondade do Senhor”.

O caminho pascal encaminha-se para a festa e para a alegria”, afirmou D. Manuel ao justificar esta ideia recordando várias parábolas do Evangelho onde é referida a grandiosidade da misericórdia de Deus para com os seus filhos.

Célia Ramos

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