SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Quarta-feira, 23 Junho 2021, 15:11

Especialistas Europeus de Educação com boa impressão de Torres Novas

 

Nove professores de países da União Europeia estiveram em Torres Novas, de 9 a 13 de Março, para realizarem uma visita de estudo. “O Almonda” aproveitou a sua presença em Torres Novas para recolher as suas impressões do que por cá encontraram.

 

O programa da visita incluiu visitas a escolas de todos os níveis de ensino, da rede pública e privada, contactos com professores e órgãos de gestão dos estabelecimentos de ensino, observação de projectos desenvolvidos pelas escolas e deslocações a equipamentos culturais e desportivos da cidade com funções educadoras, havendo também lugar para visitas de âmbito social e cultural no concelho.

 

A conversa com os professores desenrolou-se em Inglês, e salvando alguma má interpretação, tanto de quem perguntou como de quem percebeu a pergunta, a opinião geral dos professores é de que o sistema de educação português, com o advento dos Centros Escolares, estará no bom caminho. Jan Enerstuedt, norueguês, considerou o sistema «interessante» e quando questionado se nós teríamos algo para lhes ensinar respondeu sem rodeios, «Sim, o que estão a fazer com os Centros Escolares é muito bom, pois também nós estamos a procurar fazer o mesmo». Na sua troca de impressões com os professores apercebeu-se que a questão da avaliação anda a agitar a classe, e sem se alongar muito em comentários disse apenas, «Não há muitos países com esse sistema, fico um pouco céptico». Bent Drevald, diplomático, disse que o nosso sistema de ensino «é “ok”», acrescentando que não apreciou o «sistema de controlo». Referia-se às escolas muradas, algo que parece ter deixado os professores dos países nórdicos um pouco chocados, pois não acreditam nesse tipo de controlo. Já os professores de Itália e de França disseram compreender a necessidade de segurança, tanto por parte dos professores como dos pais. No entanto Bent Drevald fez questão de sublinhar, «Se fizesse uma escola como esta na Dinamarca os pais iriam ficar muito zangados. Os pais não querem muros. Sabe… é uma questão de ter a vista desafogada, pois acreditamos que irá beneficiar as crianças». Sonja Jozelj, da Eslovénia, ficou admirada como as escolas se encontram limpas, coisa que a deixou muito espantada. Parece que essa mudança de mentalidade na sociedade portuguesa foi acontecendo aos poucos, pois não assim há tantos anos era possível ver-se o lixo a acumular, tanto nas escolas, como nas ruas. Stefano Martelli, o italiano do grupo, disse ter ficado agradado com a ideia dos Centros Escolares, mostrando-se também positivamente impressionado com o modo de funcionamento da Escola Profissional, onde ficou com a impressão de que «os professores são amigos dos alunos, e vice-versa», tendo também reparado que os alunos «tinham orgulho na sua escola». Christer Ericson, sueco, também destacou a visita à Escola Profissional, enaltecendo o «espírito aberto» e por ter verificado que esta «está focada no mundo real», e tendo ainda notado que ali se respira «uma confiança recíproca». Christiane Morteau, francesa, encontrou muitas semelhanças no sistema de ensino, e preferiu também destacar o que encontrou na Escola Profissional, onde verificou que existe «uma relação de confiança entre os professores e alunos».

 

Luís Miguel Lopes

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