SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Terça-feira, 22 Junho 2021, 09:10

Centro Histórico: Câmara vai «apoiar todos os que procuram recuperar»

URBnovas – projeto de reabilitação urbana de Torres Novas apresentado na Biblioteca

A constituição da ARU – Área de Renovação Urbana – de Torres Novas permitiu que o município avançasse para o projeto “URBnovas”, que deu a conhecer na biblioteca municipal, no sábado, dia 17. Este projeto, liderado pela ARquiteta Leonor Calisto, é constituído por uma equipa multidisciplinar, com técnicos da Câmara de diferentes áreas (social, económica, urbanística) vai acolher e trabalhar com projetos que visem a recuperação urbanística do Centro Histórico de Torres Novas, encaminhando, classificando e ajudando na obtenção de mais valias financeiras.

Pedro Ferreira, o Presidente da Câmara, fez a apresentação perante uma plateia bem composta de interessados. Recordou todos os passos dados que visaram tentar requalificar o espaço público, assim como a participação de entidades públicas e privadas, como a Santa Casa da Misericórdia e o CRIT entre muitas outras. Em Torres Novas haverá 760 prédios urbanos e desses 328 estão nos centros históricos de Torres Novas e Lapas. 30% do edificado no centro histórico está em ruínas ou em mau estado de conservação. A população nesses centros tem diminuído e, em 1991, havia 511 famílias ali a habitar mas, pelos últimos censos, haverá agora 391 famílias, o que traduz em números o que há muito era perceptível, que o centro histórico está a ser abandonado. Vários problemas, sejam eles de ordem financeira ou desentendimentos entre herdeiros, não tem permitido a recuperação do edificado. De acordo com Pedro Ferreira estamos «perante um enorme e complexo desafio» que é agora assumido pelo município. Anunciou também que depois da aprovação da ARU a Comissão Coordenadora de Desenvolvimento Regional (CCDR) indicou que Torres Novas integra um grupo de cidades que poderá concorrer a fundos comunitários para aplicar no Centro Histórico, razão porque irá ser criado o PIDU – Plano Integrado de Desenvolvimento Urbanístico. Vai-se trabalhar para «recuperar o que for possível», apostando no “repovoamento”, “dinamização do comércio” e “componentes culturais”. Com este projeto a Câmara pretende «apoiar todos os que procuram recuperar». Os que não aproveitarem a oportunidade agora criada vão ter «medidas coercivas», que passam, entre outras, pela majoração em 300% do IMI, o imposto municipal sobre imóveis.

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