SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Sábado, 19 Junho 2021, 17:08

Reabilitar em Palco memorável

Decorreu de quarta-feira a sexta-feira, de 3 a 5 de Dezembro, no Teatro Virgínia de Torres Novas, Teatro Maria Noémia da Meia Via e no Teatro de S. Pedro de Alcanena, a IV edição “Reabilitar em Palco”, o Festival das Artes na Área da Deficiência. A cerimónia de abertura do festival decorreu no Teatro Virgínia, na quarta-feira, dia 3.

A organização do Festival pertenceu à UNICRISANO – União dos Centros de Recuperação Infantil do Distrito de Santarém e Outros – contando com a colaboração dos seus associados, câmaras de Torres Novas e Alcanena e da Segurança Social de Santarém.

Ao assistir ao arranque do festival foi quase impossível não colocar a pergunta: Quem recupera quem? São os alunos portadores de deficiência que são recuperados para a sociedade, participando num atividade cultural, interagindo e fazendo vibrar uma audiência, ou somos nós, no público, que somos recuperados para os valores humanos, que nos emocionamos com o que vemos desfilar em cima do palco, rindo e aplaudindo. Somos nós que nos humanizamos? A pergunta ficou a pairar. Quem recupera quem? Esse será o maior feito deste festival, de aproximar as pessoas, com ou sem deficiência, ao mesmo tempo que promove o convívio e a colaboração entre os alunos das diferentes instituições do distrito que participaram. Fica o registo: Há muito a aprender com aqueles que são “diferentes”.

O Presidente da Câmara de Torres Novas, há 37 anos o presidente do CRIT, Pedro Ferreira, confessou ser-lhe difícil separar os papéis, difícil «despir a farda do CRIT». Na cerimónia de abertura fez questão de endereçar a todos os que iam participar no festival um abraço, que estendeu a todos os que ajudaram a tornar a IV edição do Reabilitar em Palco uma realidade. Aproveitou para deixar uma mensagem de incentivo dizendo: «Os maiores heróis não são os que ganham sempre, mas são os que nunca desistem».

Maria João Gomez, vice-presidente da Câmara de Alcanena, disse que o seu concelho se associou ao Festival com «enorme satisfação», pois, mais que tudo, o projeto é «um festival à vida». Informou que o município está envolvido e irá continuar, agradecendo a todos os que tornaram o festival possível os momentos que proporcionaram, pois são «memoráveis».

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Luís Lopes

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