SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Quarta-feira, 16 Junho 2021, 12:50

Revista “Nova Augusta” de 2014 apresentada no Museu Municipal

Foi apresentada ao público a nova revista de cultura “Nova Augusta”, uma publicação do município de Torres Novas, que vai no seu número 26. A apresentação teve lugar no Museu Municipal, no domingo, dia 30 de novembro.

Coube a Ana Marques a apresentação do presente número da revista de cultura, começando por recordar a história da publicação, que remonta aos anos 30 do século XX, com as publicações municipais de Gustavo Pinto Lopes. O precursor da atual revista viveu uma vida e grandes aventuras, com 40 anos passados em África. Em 1923 terá sido dos poucos a responder a um inquérito etnográfico de Moçambique que havia sido pedido pela metrópole. Nessa ocasião, reportou Ana Marques, trabalhou como um cientista, empenhando-se com anos de trabalho. Essa tarefa ter-lhe-á conferido o hábito de estudar e quando regressou a Portugal e a Torres Novas, no tempo em que presidiu à Comissão Administrativa da Câmara, deliberou a criação do Museu e da Biblioteca, inaugurando a tradição municipal de publicações que conduziu à “Nova Augusta”, revista que surgiu em 1960.

A revista de cultura tem hoje um cariz mais científico, com esse conteúdo, com publicações que podem ser consideradas “interessantes”. Em alguns números da revista já saíram artigos sobre História e Arqueologia, mas hoje a revista abre-se a outros campos do saber, como as ciências sociais. Não se abandonou o seu registo histórico, mas acompanha outros estudos locais.

Margarida Moleiro, a diretora do Museu, apresentou o autor convidado, Marco Liberato – pois já é hábito um autor fazer uma apresentação pública. O autor é natural de Lapas e é arqueólogo, com alguns trabalhados desenvolvidos no concelho. Disse por sua vez que ao falar-se na “Nova Augusta” se fala em “sucesso”, pois poucos concelhos se poderão orgulhar de ter uma publicação daquela qualidade durante tanto tempo. Destacou o alargamento de âmbito geográfico da publicação, já tendo incluído trabalhos de autores de concelhos vizinhos e outros de dimensão nacional. A “Nova Augusta” tem também funcionado como um repositório de material, auxiliar precioso para as ciências sociais, funcionando como um precioso «auxiliar de formação». É também, disse Marco Liberato, um veículo de difusão do património torrejano e que cumpre o seu papel na sedimentação do conhecimento, valorizando o que de interessante do ponto de vista cultural há no concelho, prestando-se a ser uma boa base para o fomento de Turismo.

Luís Lopes

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