SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Terça-feira, 22 Junho 2021, 08:57

Investigador da obra da coreógrafa Mary Wigman na Biblioteca de Torres Novas

Na quarta-feira, dia 24, no auditório da Biblioteca Municipal, no âmbito do “Festival de Materiais Diversos”, houve a hipótese de escutar e conversar com Fabián Barba, um investigador do trabalho da coreógrafa Mary Wigman, que marcou a modernidade na dança. Que contrariedades se escondem na designação dança contemporânea? O que leva a catalogar determinada criação dos dias de hoje como datada? Foram as questões levadas pelo investigador.

Fabián Barba investigou a obra artística de Mary Wigman e durante a pesquisa procurou estabelecer a diferença entre dança moderna e contemporânea, o que não é um tema pacífico dentro do meio. Mary Wigman, explicou Fabián, transformou a dança, dando génese à dança moderna e contemporânea. Durante a sua investigação procurou perceber o trabalho da coreógrafa e o impacto que teve na dança moderna. Percebeu que o impacto variou conforme a cultura, com a criação de diferentes relações no meio onde se inseriu. Mas é possível antever também alguma afinidade, um traço comum, naqueles que seguiram o seu trabalho em diferentes pontos do globo. Em Quito, no Equador, onde estudou, aprendeu técnicas que são semelhantes às praticadas na Europa, como observou em Bruxelas, embora haja um oceano a separar os dois continentes. Fascinado por esta proximidade, Fabián Barba dedicou-se ao estudo de Mary Wigman, recriando 9 dos seus trabalhos, com o auxílio de três bailarinas que trabalharam com a coreógrafa no início do século XX.

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