SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Terça-feira, 15 Junho 2021, 20:26

António Lúcio Vieira apresentou memórias de outras vidas e outras gentes

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Foi entre amigos que o escritor torrejano António Lúcio Vieira apresentou a sua mais recente obra – “O Mouro da Praia da Foz e outras vidas de outras gentes”, no último sábado, dia 8 de fevereiro, na Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes, em Torres Novas.

Este livro nasce das memórias do autor, e nas suas palavras, “tem muito de autobiográfico”. Ao todo são dez contos que falam de “outras vidas e outras gentes”, onde os locais são verídicos e de fictício têm apenas as personagens.

“O Mouro da Praia da Foz é o meu muito obrigado a uma Nazaré que conheci profundamente. Houve uma altura em que já cheirava a carapau seco, uma vez que passava três meses de férias na praia da Nazaré. Nesta história do Mouro, a principal do livro, cometi a ousadia de apropriar-me daquele personagem real – o Miguel Má-Sorte –  para o integrar na narrativa fictícia do Mouro”, explicou a O Almonda o autor.

“É um retrato da Nazaré nos anos 60, no meu tempo de menino. Os outros contos surgem das minhas memórias, partindo sempre de factos reais. São experiências de viagens feitas, memórias de dois anos na Guiné, e ainda memórias de Alcanena, terra que me viu nascer”, acrescentou ainda.

Coube ao amigo de longa data de António Lúcio Vieira, professor Eduardo Bento, fazer a apresentação da obra e desempenhou a tarefa com orgulho.

“É um grande privilégio poder apresentar o «Mouro da Praia da Foz», não só pelo livro que aqui nos traz, mas também pelo seu autor. Lúcio Vieira é um cidadão que desenvolve um papel cultural amplamente reconhecido e que se estende desde a investigação de temas do património local, passando pelo teatro, pela poesia, pela ficção, estendendo-se à rádio e à encenação. Lúcio Vieira, sai do reconhecimento torrejano para ser já considerado, em muitos círculos culturais, a nível nacional”, assim se referiu ao poeta e dramaturgo.

Célia Ramos

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