SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Quinta-feira, 17 Junho 2021, 01:32

À conversa com a Irmã Alice Ferreira antes da sua partida para Angola

Indo ao encontro do carisma da sua Congregação que também é Missionária, a Irmã Alice Ferreira partiu na última segunda-feira, dia 12 de agosto para Angola, onde fará uma missão de três anos.

Foi nomeada Supervisora Regional de quatro comunidades em Luanda. O desafio e a responsabilidade que irá abraçar são grandes, mas parte com a confiança e a fé que presidem ao seu apostolado.

Dias antes da sua partida O Almonda falou com esta religiosa tão querida das comunidades de Torres Novas.

A Irmã Alice chegou a Torres Novas em setembro de 1988, vinda de Baltar, Porto, terra que a viu nascer e que a acolheu na sua vocação, uma vez que a casa de seus pais ficava perto do Convento onde viria a entrar. Chegou a esta cidade ainda Professa Temporária, tinha feito a sua Primeira Profissão apenas no ano anterior. Em 1991 viria a fazer a sua Profissão Perpétua no seio da Congregação das Irmãs Missionárias Beneditinas de Tutzing já na cidade torrejana.

O seu tempo era passado entre a escola, para finalizar o 12.º ano e a Casa de Repouso de São Gião, onde lhe foram atribuídas algumas tarefas.

Na mesma semana em que chegou, ofereceu-se para dar Catequese, uma vez que era catequista desde os 14 anos e esse era um serviço que desempenhava com especial dedicação.

“Comecei a dar Catequese a um grupo no quinto ano e acompanhei-o até ao 10.º ano. Na altura não existia um grupo de jovens formado, na fase pós-crisma. Decidimos então formar u grupo de jovens – Os Mãos Unidas. Estávamos no ano de 1994.

Com a formação deste grupo pretendíamos crescer na fé e a nível cultural também. Crescemos como amigos.

Este grupo prestava assim apoio na liturgia e na catequese, animando as eucaristias do meio dia, na Igreja de São Pedro. Criou-se um forte intercâmbio com os outros jovens, na altura”, recordou a Irmã Alice.

“Participámos na Jornada Mundial da Juventude em Roma, no ano de 2000, que foi uma experiência muito rica. Participámos também em vários Festivais Diocesanos da Canção Jovem com mensagem, onde fomos vencedores em diversos anos. Fizemos férias juntos, e também tivemos momentos muito fortes de retiro e oração”, relembra ainda o tempo passado como líder deste grupo com mais de trinta jovens que marcou a vida da comunidade religiosa torrejana.

No ano de 2003, a Irmã Alice parte para as Filipinas, onde concluiu o Curso de Ciências Religiosas. Com esta ausência da coordenadora do grupo, o Mãos Unidas acabaria por acabar.

Nos últimos anos e a pedido da sua Congregação, a Irmã Alice frequentou a Universidade Católica de Lisboa, tendo concluído em janeiro deste ano a licenciatura de Serviço Social.

Célia Ramos

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