SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Terça-feira, 22 Junho 2021, 00:38

Festa Grande na Assembleia Vicarial Festiva

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Integrada no “Ano da Fé” realizou-se no sábado, dia 25, a Assembleia Vicarial Festiva, que reuniu todas as paróquias da vigararia de Torres Novas para uma jornada de reflexão e de festa. Palestras nas quatro igrejas da cidade, S. Salvador, S. Pedro, Santiago e Igreja da Misericórdia, destinadas a grupos diferentes, preencheram grande parte do programa. Mas o grande encontro, onde se testemunhou a comunhão de todas as paróquias, culminou no único local da cidade capaz de acolher a grande multidão, o Palácio dos Desportos.

Na Igreja de S. Pedro foi possível escutar o juiz Pedro Vaz Patto, que ali foi falar sobre o Concílio do Vaticano II, procurando mostrar como ainda se mantém atual. A relação da Igreja com o mundo contemporâneo e na capacidade de servir e dialogar. Pôs em evidência o que pode unir a Igreja às pessoas, anunciando a “Boa Nova” e dar esperança. Tendo em conta a crise económica que atravessa o país a doutrina social da Igreja pode ser «uma grande ajuda», pois a ação concreta da caridade e do amor aos pobres ganha maior relevo. A doutrina, disse, «deve servir de luz», lembrando que há caminhos que podem e devem ser opções. Por outro lado, acrescentou, lembrou que a Economia deve estar ao serviço das pessoas, e é essa a mensagem que resulta da doutrina social. No entanto, ao longo dos tempos, o que se tem assistido é que os decisores políticos olham para a Igreja como se de um «amortecedor social» se tratasse, que vai procurando cuidar dos sinais de enfermidade sem que tenha capacidade de realizar a cura.

Aura Miguel, a jornalista da Rádio Renascença que acompanha o Vaticano, foi a convidada para falar na Igreja de Santiago. Explicou que as angústias e tristezas de toda a gente são também as da Igreja. No seu trabalho tem seguido os Papas e tem testemunhado comportamentos profundamente humanos. Quando a vida nos traz contrariedades é que normalmente «percebemos se a fé é útil ou não», declarou a «O Almonda». Este desafio tão humano é o que a fascina. Jornalista há 28 anos na Rádio Renascença, já acompanhou 75 viagens de Papas, tendo vivido de perto algumas das mudanças da Igreja. A mais recente, a eleição do Papa Francisco, ainda está bem fresca na memória, e diz que o novo Papa tem um estilo muito particular, que privilegia a maior proximidade e que é alguém que por ser Papa «não deixou de ser quem era». É muito autêntico. A sua eleição trouxe «um certo arejamento» e apontou de pronto para os assuntos fundamentais da fé, considerando que o seu pontificado será de «um grande benefício para uma Igreja que está decadente» – com menos fiéis nas igrejas a cada ano que passa.

LML

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