SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Quinta-feira, 17 Junho 2021, 21:51

Pe. José da Silva celebrou Bodas de Ouro Sacerdotais

O Pe. José da Silva nasceu no dia 7 de agosto de 1930 e foi ordenado sacerdote no dia 17 de Março de 1962. Celebrou no dia 17 deste mês, cinquentas anos de vida sacerdotal na presença de uma assembleia que encheu por completo a igreja paroquial da Brogueira, no final da manhã de sábado.

Nasceu em Pombal, mas aos três meses foi trazido para a localidade da Brogueira, donde se sente natural.

Nasceu numa família tradicionalmente cristã, com seis filhos, onde a educação e a formação foram os vértices condutores.

“Nunca passamos grandes necessidades. Todos os dias, havia um pedaço de pão em casa. Os meus pais cultivavam as terras e delas tiravam trigo, milho e cevada. Quando estava de férias, era eu que ia ao moinho mandar fazer sacos com esta mistura para fazer aquele pão que era muito bom e nutritivo. Lembro-me que tínhamos alguma vergonha de mostrar o pão na escola, porque era muito escuro, mas ainda hoje sinto saudades desse pão”, recorda o Padre José.

“Na minha missa nova, celebrada aqui na Brogueira, lembro-me que disse o que agora repito, não sei como nem quando surgiu a minha vocação. No entanto logo que fiz a escola primária, a minha família foi falar com o senhor prior e, no ano de 1933, quando tinha 13 anos de idade, entrei para o seminário”, recorda o Padre José da Silva, em conversa com O Almonda.

Do Seminário de Santarém, onde esteve três anos, passou para o Seminário de Almada, onde fez mais três anos e finalmente completou os doze anos de estudo no Seminário dos Olivais.

Os primeiros anos de Seminarista foram facilitados pela companhia de “um outro seminarista aqui da terra. Ia para o Seminário com ele e isso ajudou-me muito. Como naquela altura não havia a proximidade que existe agora entre alunos e professores, senti-me mais amparado com este seminarista que andava no 3.º ano de Seminário. Íamos a casa apenas nas férias do Natal, da Páscoa e nas férias grandes. Era bem diferente de agora”, recorda o sacerdote.

“Tempos muito ricos”, é assim que se refere ao seu tempo de sacerdote, “numa entrega a Deus e à comunidade”.

Célia Ramos

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