SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Segunda-feira, 14 Junho 2021, 18:24

Orçamento de 2013 e Grandes Opções do Plano aprovados com votos contra do PSD e CDU

«O orçamento para 2013 será o último deste executivo camarário» começou por lembrar António Rodrigues, o Presidente da Câmara, no início da reunião de sexta-feira, dia 21 de Dezembro. Era também, provavelmente, a última reunião do género no atual edifício da Câmara, pois se tudo correr como previsto, no final do próximo ano a reunião já deverá acontecer nos novos Paços do Concelho.

Uma evidência do orçamento de 2013, disse também o Presidente de Câmara, acontece com a reforma do poder local que inclui, sublinhou, o lado positivo do PAEL, o plano governamental que irá permitir às câmaras equilibrarem as suas contas e, ao mesmo tempo, injetar dinheiro na economia local numa altura de crise. Esse plano permite às câmaras regularizar as suas dívidas e, no caso de Torres Novas, em conjunto com o plano de saneamento financeiro significa uma injeção de 14 milhões de euros no tecido empresarial local. O orçamento, por essa razão, «tem uma importância muito maior, pois há dinheiro “vivo”» sentenciou António Rodrigues. Aproveitando a discussão do assunto o presidente ainda comentou a política do governo: «O “puzzle”, quer se goste ou não, está bem feito. Emprestam dinheiro às câmaras para estas arrumarem os orçamentos e, a partir de agora, aquelas que não o conseguiram fazer não conseguem fazer orçamentos». António Rodrigues lembrou também que recentemente houve uma inspeção das finanças ao município o que constituiu um “fator positivo”, pois no relatório resultante dessa inspeção a gestão do município foi apontada como «exemplar» e reconhece-se que o endividamento que existe «é fruto dos investimentos e da captação de fundos comunitários», o que deixa o executivo numa posição confortável. Por outro lado a nova lei das finanças locais em conjunto com a nova lei dos municípios vão alterar o modo de funcionamento dos municípios, retirando-lhes competências e limitando a sua ação. Com as alterações saem reforçadas as Comunidades Intermunicipais e até as freguesias, depois de completadas as agregações, mas a única entidade «diminuída» são os municípios.

Luís Miguel Lopes

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