SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Sexta-feira, 25 Junho 2021, 08:20

Presidentes de Junta discutem o futuro das freguesias

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Em cima da mesa para discussão está o “livro verde”, o projecto do Governo para uma nova divisão administrativa do país. São conhecidos os critérios, que vão da densidade populacional à distância a que distam as freguesias da sede do concelho, entre outros. Porque o projecto ainda está numa fase embrionária o Presidente da Junta de Freguesia da Meia via, José Gil, lançou o repto para que os Presidentes de Junta do concelho se encontrassem para debater o problema. Responderam ao convite 7 dos 17 Presidentes de Junta do concelho, comparecendo numa reunião que teve lugar na Meia Via, na segunda-feira, dia 14.

A palavra foi dada em primeiro lugar a Henrique Reis, o Presidente de Junta da Chancelaria, que defendeu a ideia de que no concelho se deveria começar por discutir o que é que vai acontecer às Juntas de Freguesia da cidade e só a partir dessa discussão se discutir o resto, pois cada freguesia da cidade tem uma parte rural e há que decidir sobre essa situação, perguntando, «Onde é que essas freguesias começam e acabam?». Depois de definido o perímetro as restantes juntas limítrofes poderiam pensar no seu redimensionamento, umas aumentando e outras, eventualmente, desaparecendo.

Manuel Ramos, Presidente da Junta de Lapas, confessou sentir-se pouco à vontade para discutir o assunto, pois entende que foi eleito para conduzir os destinos da Junta e não para votar o seu desaparecimento, a sua ou de outra. Criticou o “livro verde” por ter sido feito «em gabinetes, a regra e esquadro, sem conhecimento efectivo do terreno». Anunciou então que em reunião de Assembleia de Freguesia, Lapas já tinha tomado uma posição sobre esta matéria. A Junta de Lapas aprovou por unanimidade uma moção contra o “livro verde” e contra a moção apresentada na última reunião da Assembleia Municipal, com a qual não concorda. Esclareceu ainda que Lapas se tornou freguesia Urbana quando houve necessidade de o município se candidatar a fundos europeus e para os quais necessitava de estatuto de “cidade média”, pelo que desde essa altura Lapas passou a ser a quinta freguesia urbana de Torres Novas, embora «dessa integração só houve benefícios para Lapas de forma indirecta, na medida que ao ganhar a cidade todo o concelho ganhou, mas directamente Lapas não ganhou nada com essa integração».

Luís Miguel Lopes

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