SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Domingo, 20 Junho 2021, 10:36

Entrevista aos Candidatos – Política Social

Política Social

 

Ao nível da solidariedade social, que políticas poderá adoptar a autarquia afim de proporcionar uma maior e melhor oferta para a resolução de problemas sociais no concelho?

 

 

Carlos Tomé (CDU) – Aqui a Câmara tem seguido uma política de atribuir alguns subsídios para a construção de Centros de Dia e isto é claramente insuficiente para a situação do concelho. Há muitos focos de pobreza encoberta no concelho que deveriam ser detectados pela Câmara, trabalho esse que está apenas a ser feito por outras instituições. A Câmara deveria estabelecer protocolos de colaboração com estas instituições que estão a fazer um trabalho muito importante no nosso concelho, mas que não têm tido o acompanhamento devido da Câmara. A Câmara deveria assumir os problemas sociais e incentivar a resolução dos seus problemas através de um plano de intervenção social, que não existe, e que possa articular todas as valências e acções destas instituições.

 

 

João Sarmento (PSD) – Se fui crítico na área do ambiente e do emprego, já na área social tenho de dar os parabéns. É reconhecido o bom trabalho que o executivo desempenhou nesta área no concelho de Torres Novas. Mas em qualquer área há sempre situações a melhorar. Nunca nada é perfeito, e isto não é uma crítica. Talvez se pudesse melhorar investindo em mais técnicos, investindo na prevenção, procurando detectar e sinalizar certas situações atempadamente e assim procurando evitar que na nossa sociedade venham a acontecer certas situações de extremo. Investir na formação e na sinalização para que se evitem males maiores. Acções concretas devem ser desenvolvidas pelos técnicos da área, a nós apenas nos compete, através das decisões políticas, dar-lhes condições para desenvolverem o seu trabalho.

 

 

António Rodrigues (PS) – Não tenho qualquer tipo de dúvida que Torres Novas, em matéria de Política Social, é uma referência na região e no país. Ainda recentemente fomos premiados a nível nacional por sermos um município que sabe interagir com as famílias e as dificuldades que estas têm no seu dia-a-dia. Não me parece que haja grandes inovações a fazer na área social porque hoje a Câmara de Torres Novas trabalha com todos os estratos sociais mais desfavorecidos do concelho através do CRIT, da Misericórdia, da ARPE, de IPSS´s do Concelho, do programa ROSTO. A Câmara de Torres Novas é uma referência no distrito no apoio aos mais carenciados e aos mais pobres. Não consigo vislumbrar no distrito de Santarém quem possa fazer mais e melhor que nós na área social. Não chega? Continuaremos atentos aos mais desfavorecidos procurando minimizar as dificuldades que os mais carentes têm no seu dia-a-dia. Recordo também que ainda recentemente inaugurados o CAT (Centro de Acolhimento Temporário). É uma obra emblemática pois permite acolher todas as crianças do concelho, e até da região, que tenham dificuldades de integração social ou na família. Vai servir crianças que tiveram a infelicidade de viver em famílias não estruturadas ou disfuncionais. Torres Novas tem a funcionar, com o apoio do Centro de Bem Estar da Zona Alta, esse centro destinado a acolher crianças que venham de famílias não-funcionais. Uma das grandes apostas para o próximo mandato passa por criar condições para termos uma resposta nos cuidados continuados de saúde, queremos resolver esse problema.

 

 

Guilherme Pinto (BE) – A Carta Social para o concelho está morta. Deve ser criada uma nova Carta Social e mantê-la actualizada de forma a identificar as situações de carência, seja ao nível do desemprego, seja ao nível dos jovens que se encontram em situação de risco, seja ao nível da habitação, da violência doméstica. É necessário apoiar as famílias afectadas pelo desemprego e é preciso, por exemplo, baixar a taxa do IMI que tem sido cobrado à taxa máxima e que muito tem penalizado os torrejanos. Para as famílias mais carenciadas e com rendimentos abaixo do salário mínimo nacional deverá ser criado um escalão de consumo de água a uma taxa social de custo zero. Devem-se identificar as necessidades em centros de acolhimento, de dia e de noite, e fazer uma cobertura do concelho que dê satisfação às carências em colaboração com as freguesias e as instituições de solidariedade social.

 

 

Carlos Gomes (CDS-PP) – Tem de ser uma grande preocupação da Câmara. Temos uma população bastante idosa, à semelhança do resto do país, pelo que cabe à autarquia procurar, dentro da Segurança Social, meios de apoio para dar continuidade ao apoio à 3ª idade. Tenho dúvidas de que o Gabinete Social da Câmara esteja a funcionar em pleno. Mas política social poderá também ser a criação de maior segurança nas ruas. Anda um homem praticamente só nas ruas a fazer patrulhamento de carro, não há segurança à noite, a polícia tem dificuldades em actuar. O reforço da PSP ou até a criação de um corpo de guardas-nocturnos poderia ser uma solução para garantir a segurança dos cidadãos. Não é um polícia em patrulha com dois instruendos desarmados que fazem essa segurança.

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