SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Sábado, 19 Junho 2021, 07:30

Entrevista aos Candidatos – Saúde

Saúde

 

 

Sendo a Saúde uma competência da Administração Central, que medidas poderá tomar a autarquia com o objectivo de melhorar e dignificar a assistência médica aos torrejanos?

 

 

João Sarmento (PSD) – Embora esta competência da “Saúde” não seja bem da autarquia, ela pode pressionar o governo para colocar médicos em Torres Novas, pois ainda há pouco tempo foram 44 médicos para o Alentejo. O Município pode também criar incentivos para a fixação de médicos em Torres Novas, facilitar o alojamento temporário para médicos, e poderia também dotar umas salas de espera exteriores ao Centro de Saúde para que assim se minimizasse o tempo de espera que as pessoas têm de aguentar, ao frio, à chuva, em pé, sem o mínimo de condições. Pelo menos isto a Câmara poderia fazer.

 

 

António Rodrigues (PS) – Não é fácil responder às questões da Saúde, em especial neste clima eleitoral, e se alguém o fizer corre o risco de o fazer com alguma demagogia. A “Sáude” não passa minimamente pelo poder local. As Câmaras não têm intervenção directa nas políticas de Saúde. Poderemos exercer influência aqui ou acolá. As pessoas diziam que sairiam de Torres Novas as urgências, que ia sair a PSP, mas as coisas ficaram bem porque houve pressão da nossa parte. Agora não posso prometer coisas no campo da Saúde porque não sou eu, nem é nenhuma Câmara, que vai poder decidir nesse sector. Isso não quer dizer que eu não reconheça que temos carências médicas em Torres Novas, e é bom que as pessoas saibam que tenho feito muita pressão para que tenhamos novos médicos em Torres Novas. E é minha convicção que até ao final do ano iremos ter novidades positivas em relação a essa matéria.

 

Agora… estar a falar desta maneira e não reconhecer que temos um bom Hospital em Torres Novas e que ao redor temos mais quatro hospitais é esquecer que há municípios que não podem dizer o mesmo. Têm mazelas e insuficiências? É claro que têm, mas é um capital que é nossa obrigação reconhecer, que devemos respeitar e valorizar.

 

 

Carlos Tomé (CDU) – A questão das competências da saúde serem atribuídas ao poder central não nos cega. Porque a Câmara deve ter em conta de que tudo aquilo que diga respeito às questões básicas para a população de Torres Novas, ela deve ser chamada a intervir. A Câmara não se pode alhear deste problema, sacudindo a água do capote. Tem de tomar iniciativas concretas face a estes problemas que dizem respeito à saúde das pessoas. Tem de pressionar o Governo e tomar medidas radicais para impedir este estado de coisas. A Câmara tem-se conformado com a situação.

 

 

Guilherme Pinto (BE) – Do ponto de vista da saúde, a autarquia não tem feito o acompanhamento necessário junto do poder central no sentido de alertar para a situação e de criar as condições que permitam ultrapassar este problema da falta de médicos. É necessário exercer pressão sobre o poder central. Está em causa a saúde das pessoas. Por outro lado há que valorizar cada vez mais as valências existentes no Hospital, porque receamos que ainda se percam algumas das que ainda temos. Compete à autarquia zelar pela boa manutenção e bom funcionamento dos Centros de Saúde que existem no concelho, acompanhando de perto as necessidades e os seus problemas sobretudo na medicina preventiva. Os vários serviços de saúde devem funcionar de forma articulada e complementar e a autarquia deve contribuir para isso.

 

 

Carlos Gomes (CDS-PP) – A Câmara deve forçar e interceder junto do Ministério da Saúde, dando-lhe conhecimento das dificuldades na deslocalização de profissionais de saúde para a província, verificando-se uma cada vez maior mobilização de médicos para o sector privado. É o caos. O próprio Ministério não tem uma organização credível. Portanto, uma acção de reivindicação perante o Governo, exigindo a deslocalização de médicos dos grandes centros, como Lisboa, Porto ou Coimbra, para a província. Há dias tive conhecimento que os médicos cubanos que estavam indicados para o nosso Centro Hospitalar já não vêm para cá mas sim para o hospital de Faro. Foi a própria médica que lá me tratou que mo disse.  

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