SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Sábado, 19 Junho 2021, 19:09

Comemorações oficiais do Vinte e Cinco de Abril em Torres Novas

 

 

 As comemorações oficiais da passagem do 35º Aniversário do Vinte e Cinco de Abril, ao nível do município, este ano tiveram lugar no Teatro Virgínia. Cada força política com assento na Assembleia Municipal designou um elemento para realizar o “discurso oficial”. Guilherme Pinto representou o BE, Hélder Moita foi designado pela CDU, João Sarmento representou o PSD, Nuno Lopes foi indicado pelo PS, Luís Silva na qualidade de Presidente da Assembleia Municipal antecedeu a intervenção de António Rodrigues, o Presidente da Câmara de Torres Novas.

 

Guilherme Pinto (BE) destacou o progresso social e económico que o país viveu a partir dessa data e a adesão popular à revolução. Pondo a tónica nos nossos dias criticou os movimentos contrários «aos ideais de Abril» e, a propósito da crise, disse que se vive actualmente, à escala da união europeia, uma «refundação democrática». O representante do BE criticou ainda o Governo PS pelo seu desempenho na condução do país e disse que será tempo de lhes dizer «basta».

 

Hélder Brites Moita, da CDU, começou por evocar os capitães de Abril e os que lutaram contra o fascismo, para logo depois fazer uma análise dos «35 anos imensos e valiosos». Logo depois criticou a «destruição do aparelho produtivo nacional» e alertou para os problemas que a crise trouxe para Torres Novas, «A crise hoje em dia é séria e profunda. Também em Torres Novas há desemprego e salários em atraso, trabalho precário e recibos verdes», clamando por isso, «é urgente Abril de novo».

 

O PSD, representado por João Sarmento, entende que cumprir com a cidadania é cumprir Abril. Destacou o papel dos autarcas e das autarquias na melhoria da qualidade de vida das pessoas e apelou à participação da população na vida política e social, recordando, «A democracia e a liberdade são valores que se conquistam. É necessário actualizá-los a cada dia que passa. Deve ser um exercício diário, de todos, sem excepção». Com alguma esperança no futuro o candidato do PSD já assumido à Câmara de Torres Novas falou na necessidade de transmitir valores aos jovens para lhes fornecer «ferramentas» que lhes permitam lidar com os problemas no futuro, reclamando, «É muitas vezes nos momentos mais negros que surgem as oportunidades para que cada pessoa conquiste a sua liberdade».

 

Nuno José Lopes foi o orador indicado pelo PS, disse na sua curta intervenção que acredita que «esta geração que nasceu com Abril irá transmitir aos seus filhos que a Liberdade é composta de Direitos e Deveres, e que a minha Liberdade acaba onde começa a Liberdade dos outros».

 

Luís Silva, o Presidente da Assembleia Municipal, evocou a figura de Salgueiro Maia e os demais capitães de Abril bem como todos os que lutaram para que houvesse liberdade. Disse ter consciência de que ainda há pobreza e desemprego, mas pediu para que houvesse «confiança no futuro», e dando o seu apoio ao Governo PS declarou, «Não se deve parar o que foi posto em marcha», dizendo ser essencial apostar na requalificação do ensino, da função pública e apostar nas energias renováveis.

 

António Rodrigues, na qualidade de Presidente da Câmara, homenageou todo os que lutaram para que o 25 de Abril fosse uma realidade e passou de pronto a tocar os “pontos sensíveis”, das intervenções da tarde. Disse não ignorar que o país atravessa dificuldades mas não aceita que se diga que «Torres Novas está cheia de crise», salvaguardando-se, «mas também é verdade que não sendo verdade hoje, pode ser amanhã». Lembrou que a Câmara de Torres Novas tem «o melhor Serviço de Acção Social do distrito de Santarém». Voltando à tónica das homenagens aproveitou para agradecer o trabalho dos autarcas, de todos os quadrantes políticos, ao longo dos anos, pedindo uma salva de palmas para eles, pedido que foi acedido pelo público presente no Teatro Virgínia.

 

Depois dos discursos seguiu-se um espectáculo musical, com músicas de Zeca Afonso, com o que se concluiu a cerimónia oficial.

 

Luís Miguel Lopes

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