SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Domingo, 13 Junho 2021, 06:16

CUSMT organizou debate sobre a Saúde

A CUSMT (Comissão de Utentes de Saúde do Médio Tejo) lançou um convite aos partidos políticos para debaterem a Saúde, o que veio a acontecer na quinta-feira, dia 19, no auditório do Montepio Nossa Senhora da Nazaré.

Na introdução o moderador do debate, Manuel José, deu algumas pistas para o debate, lembrando que a CUSMT defende a complementaridade entre os três hospitais do Médio Tejo e aproveitou para avançar com um tema, o das farmácias que saíram dos meios rurais, vindo para o meio urbano, onde estão a saturar a oferta, deixando, ao mesmo tempo, as populações dos meios rurais sem apoio.

Por sorteio coube a Susana Batista, do CDS, a primeira intervenção, e a candidata à Câmara optou por lembrar que as autarquias têm de zelar pela qualidade dos serviços de Saúde que são prestados no concelho, cabendo-lhe também o papel de criar condições para que chegue a todos os munícipes. Defende a reativação das extensões encerradas e falou na necessidade de lutar para que se reponha as valências que saíram do hospital de Torres Novas.

Helena Pinto, do BE, destacou a vastidão do tema, optando por recordar que o SNS – Serviço Nacional de Saúde – é da competência do Governo e uma conquista do 25 de Abril. Sublinhou que não existe “Sistema”, como agora lhe é feita a referência, mas sim um “Serviço”. Defende que todos devem ter acesso aos cuidados de Saúde nas mesmas circunstâncias e reconhece que não há orçamento camarário que resista à gestão de um “Serviço” desta natureza. Recordou que desde que a Troika chegou ao país que o ataque ao SNS não parou. Entende que as autarquias têm um papel, mas não se pode confundir as competências, advogando que a autarquia deve ter uma atitude «proativa», mesmo que isso implique «bater o pé» ao Governo.

João Quaresma, do PSD, refutou algumas das ideias avançadas por Helena Pinto, nomeadamente sobre a posição daquela sobre a Troika. Disse ter consciência de que as câmaras pouco podem fazer, embora haja algumas coisas onde podem intervir. Sugeriu que o município contribuísse para que as extensões de saúde tivesse boas condições, reconhecendo que o que mais interessa à população de Torres Novas são as valências que o seu hospital tem. Entende que pelo menos uma despistagem deveria ser possível nas urgências, para que as pessoas dali pudessem sair, pelo menos, com algum conforto. Defendeu a criação de uma unidade de referência no Hospital que viesse a funcionar como um pólo de atração para jovens médicos, dando, na ocasião, o exemplo da Cardiologia. Desse modo poder-se-ia ter no hospital de Torres Novas um “chamariz”, dando dimensão ao hospital e, assim, atraindo mais médicos de outras valências e dotando-o de mais e melhores meios técnicos. Por fim lançou um repto às outras forças políticas para que se unissem nesta matéria, de forma a agir de maneira concertada e assim fazer «força política», pelo Hospital de Torres Novas.

Manuel Ligeiro, da CDU, considerou o assunto importante para debater, fosse ou não em período eleitoral. Citou a constituição, onde é dito que todos têm direito à proteção da Saúde, tendencialmente gratuita, e destacou a parte onde é dito que a gestão deve ser descentralizada e participada, vendo nessa expressão um lugar para a inclusão das autarquias no processo. Argumentou que a lei dá muitas possibilidades às autarquias para participar no fomento da Saúde dos seus cidadãos, recordando que nesse campo mais vale prevenir do que remediar, pois evitando o sofrimento pessoal é mais económico para a sociedade.

LML

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