SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Quarta-feira, 23 Junho 2021, 12:43

CDU acusa a Câmara de ter abandonado as zonas industriais

Na passada segunda-feira, dia 29 de julho a Comissão Coordenadora da CDU de Torres Novas acusou a Câmara Municipal de Torres Novas de ter abandonado “por completo” as zonas industriais do concelho. Carlos Tomé, candidato da CDU, falou aos jornalistas numa conferência de imprensa na zona industrial de Riachos e afirmou que no concelho de Torres Novas “a Câmara tem votado ao

abandono as suas zonas industriais não possibilitando assim o necessário desenvolvimento

económico e a indispensável criação de emprego”.

O candidato à Câmara Municipal de Torres Novas pela CDU recordou que em fevereiro de 2000,  a Câmara atribuiu 18 lotes (na parte Oeste da Zona Industrial) a outras tantas empresas, “o que fez com pompa e circunstância”. As 18 empresas assinaram os respectivos contratos-promessa na presença do então primeiro-ministro António Guterres. No entanto, apenas uma se conseguiu instalar no local  a TMC- Transportes Mário, “porque a Câmara não construiu as indispensáveis infraestruturas, nomeadamente água, esgotos, eletricidade e arruamentos”, acusou ainda.

Posteriormente instalou-se mais uma empresa, a Reclamo 2000, e há cerca de um ano uma outra, a Agro-Graça, estando atualmente instaladas três empresas das 18 que estavam previstas há 13 anos.

A ausência das infraestruturas é a principal razão apontada para a não instalação das restantes empresas.

Em comunicado entregue na conferência lê-se: “ Trata-se de um espaço em completo abandono, sem nada que faça pensar estarmos perante uma zona industrial, sem arruamentos, sem infraestruturas mínimas e sem qualquer equipamento de apoio às empresas. Com a instalação desta terceira empresa a Câmara chegou mesmo ao  caricato  de ter que custear o aluguer e funcionamento de um gerador durante mais de quatro meses, precisamente porque não fez as infraestruturas eléctricas, tendo essa falta custado aos cofres municipais muito dinheiro, tanto mais que também suportou o custo de 200 litros de gasóleo por dia”.

Célia Ramos

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