SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Segunda-feira, 14 Junho 2021, 20:28

Pedro Ferreira: «A área social será prioridade antes do cimento»

Pedro Ferreira, 61 anos, nasceu em Torres Novas, licenciado em Ciências Sociais. Antes da licenciatura formou-se no antigo Curso de Formação Geral do Comércio ao que se seguiu o curso de Técnico Oficial de Contas. Foi chefe de escritório dos “Luzes” e, mais tarde, foi inspector de Seguros. Em Torres Novas é conhecida a sua ligação ao Escuteiros, desde muito cedo, fazendo todo o percurso até dirigente. Deixou o agrupamento para se dedicar à criação do CRIT, ajudando na sua fundação.

P – Pedro Ferreira apresenta-se como candidato do PS à Câmara de Torres Novas. Ao longo dos últimos 20 anos participou na gestão do município. Poderia retirar-se, mas optou por se apresentar a eleições. Porquê?

No fim de muito refletir, no momento em que se vive a pior fase que o país atravessa nos últimos 20 anos e ao ver a forma como as autarquias estão a ser tratadas, entendi que não deveria ficar de braços caídos. Estes 20 anos permitiram-me conhecer como funciona uma autarquia, tanto no que tem de bom como de menos bom, dando-me ideia de como corrigir o que estará menos bem. Entendi que era um desafio que tinha pela frente. E digo isto com todo o respeito que tenho por outros candidatos, mas percebi que seria difícil encontrar alguém que tivesse o conhecimento pleno que eu tenho, para poder continuar a trabalhar para o meu concelho. E quem me conhece sabe que eu sempre me pus à disposição, fosse numa coletividade ou na vida pública, nunca me desviei.

P  – São conhecidas as dificuldades financeiras de todos os municípios. Saberá melhor que os seus opositores qual a situação financeira do município torrejano. O que nos guarda o futuro?

Tenho plena consciência das dificuldades do município. Aliás há um ranking nacional que não nos coloca nos piores lugares, diria mesmo que estamos muito longe. As classificações são feitas em três grandes grupos, os pequenos, médios e grandes municípios. E nós, entre os médios, posso garantidamente dizer que não estamos entre os piores. Um bom indicador surge com Torres Novas a ter capacidade de endividamento em quase 13 milhões de euros, um claro sinal de que não estamos mal e das possibilidades que o município tem.

Torres Novas mudou por completo, no melhor sentido da palavra, investiram-se milhões em obras que se vêem e que as próximas gerações continuarão a usufruir. As pessoas, no seu dia-a-dia, sabem que, por vezes, para se conseguir realizar um investimento, desde que seja de forma razoável, há que criar algum endividamento. Fazem-no as pessoas, as empresas e as autarquias. Torres Novas tirou partido disso. Houve alguns municípios que não aproveitaram tanto a oportunidade, mas não têm as obras que nós temos e, muito provavelmente, não as poderão fazer nos próximos anos. As obras foram feitas no momento certo.

Luís Miguel Lopes

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