SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Terça-feira, 22 Junho 2021, 09:42

«O endividamento das câmaras contribui para o endividamento do país»

Henrique Reis, de 70 anos, é natural da Chancelaria. Quando jovem foi para Lisboa onde foi atleta de basquete do Belenenses. Voltou a Torres Novas para ser monitor de desporto na Escola Industrial. Ingressou na Força Aérea que o leva para África. Depois de 1976 regressa a Torres Novas, estando ligado ao PSD desde 1974, o seu partido de sempre.

P – Henrique Reis foi durante mais de 26 anos Presidente de Junta da Chancelaria. Agora apresenta-se ao eleitorado torrejano como candidato do PSD à Câmara. Sente que com a sua experiência tem algo mais para oferecer a Torres Novas?

Faço parte há muitos anos da ANAFRE, a associação de Freguesias e convivo com muitos autarcas durante esse tempo. A grande maioria dos presidentes de junta têm todos uma grande certeza, um cêntimo na mão deles equivale a 10 nas mãos de um presidente de Câmara e a 100 nas mãos de um ministro. Ou seja, tenho a certeza que a grande maioria dos presidentes de junta têm feito obra com custos reduzidos. Por outro lado conhecem como ninguém as necessidades e dificuldades das pessoas. Aliás costumo dizer que nenhum homem ou mulher deveria passar pela Câmara sem ter experiência numa junta de freguesia. É que a grande maioria que “assenta praça” nas Câmaras são logo “oficiais”. E a grande maioria deles nem fizeram a recruta.

P – Foi conhecida alguma aproximação entre o PSD e o CDS, à semelhança do panorama nacional, mas a aliança para as eleições autárquicas não se concretizou. Porquê?

Um dia irei contar a história por inteiro. Agora limito-me a algumas coisas: Houve uma altura em que houve um candidato comum, ao PP e ao PSD (toda a gente sabe quem é). Depois por razões que desconheço, ou que conheço em escala pequena, o PP decidiu retirar o apoio ao candidato. Mais tarde tentámos negociar com e sem candidato. Não foi aceite. Tivemos de avançar e a coligação “morre”. Não por culpa do PP ou do PSD…

P – Estamos a falar do Capitão Reis da GNR?

Sim. Mas não me vou pronunciar. Um dia, se necessário, fá-lo-ei. Na vida é tudo à vez. Haverá tempo para isso, mas não é agora. Houve convergência entre PSD e PP, que, na minha opinião, era benéfica para Torres Novas e para os dois partidos. Reconheço isso. Se não se fez foi porque houve alguns entraves.

LML

Partilhe!
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email
Share on print
Print
Share on reddit
Reddit
Jornal O Almonda, 2021 © Todos os direitos reservados