SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Domingo, 20 Junho 2021, 11:08

«Fizemos coisas fantásticas neste concelho»

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Por imposição legal, limitação de mandatos, António Rodrigues não poderá concorrer novamente à Câmara de Torres Novas. Aproxima-se assim o final de uma gestão que começou em 1994 e que agora, quase vinte anos depois, chega ao fim.  Indiferente é uma palavra que não se aplica a quem com ele privou. Goste-se ou não da pessoa, António Rodrigues foi um Presidente que marcou o trajeto do concelho. E, certamente, irá também marcar a sua História.

P – A primeira pergunta impõe-se: Se pudesse, António Rodrigues voltaria a concorrer à presidência da Câmara de Torres Novas? Concorda com a limitação de mandatos?

R – Voltaria a concorrer se a candidatura ocorresse em 1994, como foi. Há meia dúzia de anos atrás não concorreria. As coisas não são iguais. Todo o país não é igual. Quanto à limitação de mandatos, não concordo. Acho que é uma lei injusta, antidemocrática porque passa um atestado de incompetência a quem tem de decidir os destinos das suas terras, os eleitores. Por outro lado, a lei torna-se injusta porque não faz sentido haver limite de mandatos para o Presidente e não haver para os vereadores e demais órgãos políticos. Ainda é mais ridículo haver limite de mandatos para os presidentes de Junta. Mas mais grave ainda: Questiono porque não há limites de mandatos para os diretores gerais, deputados e governadores das regiões autónomas. Há aqui uma discricionariedade que não aceito, não compreendo. É injusta. Um país que se dá ao luxo de prescindir da experiência de largas centenas de autarcas é um país que quer adiar o futuro.

P – António Rodrigues começou a ser conhecido do grande público torrejano por causa da Rádio Local, muito mais popular nessa altura, e pelo seu desempenho à frente do Clube Desportivo de Torres Novas. Nunca mais o clube teve o fulgor desses tempos. Porém há quem considere que essa sua passagem pelo clube serviu apenas de trampolim. Concorda?

R – Não. Não concordo nada. Não foi no Clube que ganhei experiência na vida e adquiri alguns  méritos. Se alguma coisa que, sem eu querer, serviu para o lançamento da minha imagem foi a Rádio Local. Se alguma coisa serviu para potenciar as minhas eventuais capacidades e conhecer bem o concelho foram os programas que fiz na Rádio Local, em particular  o “Nova Augusta” porque através dele percorri todo o concelho a fazer diretos. Apanhei o auge da Rádio Local e foi a partir daí que as pessoas melhor me ficaram a conhecer. Eu próprio aprendi a conhecer o concelho melhor pelos programas da Rádio.

Luís Miguel Lopes

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