SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Quinta-feira, 17 Junho 2021, 22:17

À conversa com a escritora Isabel Ricardo Amaral

 

No âmbito das comemorações do Dia Internacional do Livro e dos Direitos de Autor, que se assinala a 23 de Abril, a Escola Maria Lamas contou, no dia 17 de Abril, com a presença da escritora Isabel Ricardo Amaral. O programa abrangeu sessões contínuas com várias turmas do Ensino Básico e Secundário. Esta é a modalidade de contacto com os alunos que a escritora coloca em prática, na medida em que pretende, sempre, interagir com o máximo de jovens de cada escola. Interrogada sobre o esforço que tal tarefa lhe exige, a escritora afirmou apreciar muito este trabalho, que pelo contrário a compensa e permite descontrair e repor energias.

 

Junto a uma pilha de 25 livros, que constituem a sua obra, ou os seus “filhotes”, a escritora apresentou cada um deles, contando os aspectos essenciais do enredo e pormenores relacionados com a sua elaboração. Ficámos a saber, através do diálogo vivo com os presentes, que se baseia em pessoas reais: a sua irmã e sobrinhos e um corvo que pudemos conhecer através de um álbum de fotografias de que se fez acompanhar. Algumas figuras públicas e do “mundo dos livros” são também retratadas na sua obra, de acordo com o grau de simpatia que lhe inspiram. É o caso do escritor Alexandre Honrado, com quem tem uma “contenda” amistosa e que desde há algum tempo se “maltratam” mutuamente, através das personagens que atribuem um ao outro. Deste modo, Isabel Ricardo Amaral é “obrigada a viver” como uma vilã num dos livros do escritor. A inspiração fervilha na cabeça da escritora, que entre o trabalho rigoroso de pesquisa – de História, de dialectos, locais e experiências – e a fantasia, vai “gerando”, ao mesmo tempo, vários livros. Torres Novas é, também, pano de fundo para dois romances, através do castelo e dos moinhos da Pena.

 

Os ingredientes que utiliza nos seus livros, para todas as idades, são sempre os mesmos: mistério, suspense e humor. Isabel Ricardo tem a preocupação de reescrever, sempre que necessário, partes de texto, de modo a “aguçar” o suspense, e a cativar o leitor, a partir de qualquer parte ou página das suas obras.

 

A tendência para a escrita revelou-se desde muito cedo, tendo concluído o seu primeiro livro com apenas 11 anos. Teve, contudo, que insistir e aguardar 16 anos, até que os editores a levassem a sério e publicassem o livro: “Os Aventureiros no Castelo Assombrado”. Vive da escrita, mas com algumas limitações, na medida em que as receitas destinadas aos escritores e às editoras são as mais reduzidas do circuito comercial.

 

Liberdade, imaginação, respeito, o esforço necessário para a concretização dos sonhos e a importância da leitura na construção do Saber formam a base do testemunho que a escritora transmitiu ao jovem público da Maria Lamas.

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