SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Sexta-feira, 25 Junho 2021, 09:08

A Homenagem da Revista “Stadium” ao Torrejano Carlos Torres (3)

No ano da sua ligação oficial como jogador na equipa do Sport Lisboa e Benfica, em 1933 (e não 1934, como aparece na obra de João Carlos Lopes, “Amarelos- Apontamentos para a História do Clube Desportivo de Torres Novas”, Tipografia Conde Marques Lda., Torres Novas, 1989, pág. 24), Carlos Torres alia a actividade de jogador com a de taxista, ao serviço do Sr. Abílio Português da Silva, dedicado sócio dos “vermelhos”. Nestes tempos, as somas auferidas no exercício da profissão de futebolista, estavam a milhas das pornográficas e absurdas quantias monetárias que hoje gravitam em torno dos contratos e remunerações recebidas pelos grandes atletas.

É num dia de trabalho de Carlos Torres como taxista, depois do primeiro jogo do “Campeonato Lisboeta”, que recebe a visita do repórter da revista “Stadium”. Através das palavras da antiga glória torrejana ficamos a saber que a sua primeira partida disputada com as cores do Sport Lisboa e Benfica aconteceu no ano de 1932. Num jogo contra o Belenenses, para a “Taça de Preparação”, na qual a equipa vermelha venceu por 6 a 5.

Depois desta aventura na capital, ainda seria aliciado pelo Carcavelinhos. Clube lisboeta em que efectuou apenas um jogo. Também contra a equipa do Belenenses.

A estreia oficial de Carlos Torres pelo clube das “águias” acontece – como salientámos no artigo anterior- a 5 de Outubro de 1933. E novamente contra a formação do Belenenses. “Num jogo de boas recordações… [para o nosso ilustre conterrâneo] ” (“Stadium”,Ano II, nº 92, 15 de Novembro de 1933, Bertrand e Irmãos Lda., Lisboa, pág. 3).

Representaria o clube das “águias” durante quatro épocas: 1933/34, 1934/1935, 1935/36 e 1936/37. Tendo sido colega de equipa de grandes nomes do futebol encarnado como: Vítor Silva ( de quem revela na entrevista sentir uma profunda admiração), Luís Xavier, Rogério de Sousa, Francisco Albino, Gaspar Pinto, Gustavo Teixeira, Eugénio Salvador (o conhecido actor que abandonaria pouco tempo depois a carreira de futebolista), Gatinho, Alfredo Valadas, entre outros. E já no seu último ano do clube encarnado com uma das lendas do desporto nacional: o jovem prodígio de 17 anos chamado Espírito Santo (1919-2012). Além do futebol praticaria, simultaneamente pela formação das “águias”, o atletismo, tendo sido recordista nacional do salto em altura, comprimento e triplo salto. Especialidades em que conquistou vários títulos de campeão nacional, pelo Benfica. Juntando outros títulos nacionais enquanto jogador de futebol, sempre pelo clube encarnado.

Também Carlos Torres alcançaria, ao serviço do Sport Lisboa e Benfica, uma respeitável média de golos por jogo: superior a 50 por cento. Em mais de 60 jogos marcou uma cifra para lá dos trinta e quatro golos que lhe são oficialmente atribuídos.

(Continua)

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