SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Sexta-feira, 18 Junho 2021, 23:03

Prémio Limão para um Limonadeiro

 

No limiar de 2010, é oportuno fazer o balanço das palhaçadas com que a presente administração do Estado, por outras palavras este governo, persiste em brindar os portugueses. Os Reis Magos devem andar atrapalhados com a competição. Semana após semana, trazem carradas destas surpresas para o país. Enfim, coisas do Menino d’Ouro e dos seus adjuntos.

 

Começamos por felicitar um campeão nestas habilidades. Tal como o seu grande amigo e correligionário, também ele se diplomou pela Independente, a Oxford lusitana que formou “estadistas” de elevada craveira académica. Deixamos um lamiré: trata-se de um sortudo das Novas Oportunidades, com uma lucrativa “pós-graduação” no ramo bancário. Até criou uma fundação de direito privado, para criar “tachos” com fundos públicos. Agora adivinhem.

 

É um patriota. Confessa-se adepto do consumo de robalos e, dessa maneira, defende o moribundo sector da pesca nacional. Pela opção gastronómica e por outras características pessoais bem conhecidas, é o limonadeiro do ano que findou há pouco.  E, pelo andar da carroça, este abalizado especialista em desbanques irá continuar a fazer jus à sua enorme dedicação à “causa”.

 

Que bom seria se os portugueses avaliassem personagens deste calibre em função da realidade financeira e não de delírios pessoais ou partidários. Deviam apoiar uma figura de tanto prestígio, de tão exemplar dedicação aos legítimos interesses do país.

 

Ao contrário dos seus pares filiados noutras seitas de mauzões, os membros do colectivo do “dr.” cumprem à linha o que o povo espera deles. Raramente desiludem.

 

São os invejosos que não dependem do partido para pagar o empréstimo do carro, a hipoteca do apartamento, a colocação do filho ou da filha num emprego do Estado ou camarário, esses é que andam por aí a dizer mal do sistema. Os difamadores do costume. Que falta de originalidade! Andam a lembrar a estes timoneiros do brilhantíssimo futuro reservado para os portugueses, que o rei Baltazar da Babilónia também não tinha sabido interpretar o que apareceu escrito na parede do seu palácio (Livro de Daniel 5.4).

 

Os milhões de compatriotas que apelidam este bando altruista de “cadáveres políticos”, são, repita-se, aves de mau agouro e agentes do bota-abaixo. É necessário, é urgente que se inscrevam numa qualquer licenciatura neo-oportunista “à maneira”. Para desenvolver a actividade cerebral, como explicou George Orwell (1903-1950) com o “double think”, técnica de suprimir os factos e documentos, para que tudo se enquadre na “nova verdade”.

 

Ainda não aprenderam que o socialismo destes “engs.”, “drs.”, “pós” e seus apaniguados não é uma revolução permanente à la Trotsky, mas uma subversão continua à la Marx, o Groucho dos films cómicos. A não confundir com o Karl do “Das Kapital”.

 

Para estes vendedores de limonada, há que ser condescendente e perdoar alguns disparates e extravagâncias, porque errar é humano. Não esqueçamos que é tudo a bem da população ou, se desejarem, “A Bem da Nação”. Blá, blá e mais blá. E que venha outra treta qualquer.

E a propósito de blablablás, temos a frase de Mário Soares, esse inultrapassável mestre de limonadas à portuguesa: “Em democracia quem mente ao povo é réu de alta traição”. Mas isso foi há quase meio século, nos tempos da outra senhora (“República”, 12.12.1965).

Para evitar guerilhas e invejinhas pois reconhecemos que o Prémio Limão para 2009 tanto podia ser atribuído a nível local como nacional  deixamos aos leitores o prazer da  escolha. Não precisam de consultar a pitonisa de Delfos. É mais que evidente o nome do seleccionado entre estes iluminados.

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