SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Terça-feira, 22 Junho 2021, 08:43

Modernização à força

 

Ao longo destes artigos, tenho vindo a sensibilizar os leitores para a importância das Tecnologias de Informação (TI) e como ela nos entra pela porta dentro sem nos apercebermos. Vou continuar fiel a esta linha de pensamento e falar de mais um caso, que não afecta directamente as pessoas, mas sim as empresas, e que indirectamente afecta-nos a todos nós.

 

O Dec.Lei nº18/2008, de 29 de Janeiro e respectivas portarias, vieram impor a todas as entidades públicas tais como, Câmaras Municipais, Empresas Municipais, Juntas de Freguesia, Hospitais, Universidades, Institutos Públicos, Repartições de Finanças, Tribunais, entre outras, uma Plataforma Electrónica de Contratação Pública a implementar até 29 de Julho de 2009.

 

Explicando sucintamente, esta plataforma electrónica servirá para as entidades públicas lançarem e gerirem Concursos Públicos, Ajustes Directos, entre outros procedimentos, com os quais estas entidades fazem as suas compras aos fornecedores. A plataforma irá criar uma maior transparência nesta área da Administração Pública, mas trará alguns inconvenientes e transtornos para o interior do país. Se a informatização das empresas nas regiões metropolitanas de Lisboa e Porto atinge níveis iguais à média da União Europeia, no resto do país a realidade é outra.

 

Como irão as empresas, que resistem às TI adaptarem-se a esta mudança de paradigma? Nas empresas onde já existem computadores, onde se usa a Internet como ferramenta de trabalho e o correio electrónico como meio de comunicação, a mudança será pacífica. Para as restantes, bem, alguma vez teria que chegar a altura da modernização.

 

Claro que o processo seria melhor gerido com tempo e planeamento, mas se o tiverem que fazer de um dia para o outro, para não perderem um cliente importante como uma Câmara Municipal, não terão outra opção se não a da modernização na áreas das TI. De nada adianta dizer que estas “modernices” são para os outros, porque mais tarde ou mais cedo, elas batem-nos à porta. E se um computador com Internet e correio electrónico é o básico das TI, como farão as empresas para se modernizarem no Software de Gestão, na Gestão Documental, na Gestão de Processos, na Gestão do Conhecimentos e em outras tantas áreas das TI? Será que também vão ficar à espera que alguém os force a modernizar de uma forma rápida, ou vão dar esse passo com calma e com tempo para planear estas mudanças tecnológicas?

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