SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Sábado, 19 Junho 2021, 20:38

Em torno de Júlio César, o ditador de Roma

O nome César ainda hoje oferece dúvidas quanto à sua origem, pelo que apenas falo da que tem a ver com a palavra “caesaries” que significa cabeleira, e da que em cartaginês “caesar” se relaciona com um seu antepassado que dominara um elefante, mas são hipóteses.

Mais importante será dizer que o ditador perpétuo teve uma carreira meteórica, não era de família abastada mas de nobres de sangue do patriciado romano. Foi general, cônsul vitalício e senador, entre outros importantes cargos, mas não foi imperador. Por outro lado, trata-se da personalidade central na desastrosa transformação da velha República Romana em Império Romano, dominando todo o mundo mediterrânico, no século I A.C.

Destaco que estes territórios foram o berço da civilização, desde o antigo Egito até à cultura grega, mas mesmo tendo vencido a guerra civil que fez tremer o mundo romano, a vida de Caio Júlio César findou abruptamente aos 56 anos, o que prolongou as lutas internas por mais catorze anos.

Voltando atrás, também vale dizer que cedo aprendeu o grego e escrevia o latim, lutou na Ásia e atingiu a maioridade aos 15 anos, tendo marcado de forma indelével o futuro de Roma. Nessa conformidade, os futuros imperadores, a começar pelo primeiro, o seu filho adotivo, Otávio Augusto, passaram a usar César como parte do título oficial.

Desde esse tempo o nome César é símbolo de poder em todo o mundo. Cultivou a literatura, que pôs em prática nos relatos que nos deixou acerca das campanhas militares, “A Guerra das Gálias” e a “Guerra Civil”, as suas obras fundamentais.

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