SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Sexta-feira, 25 Junho 2021, 14:18

Em torno de Alexandre Magno

Ainda há dias se discutia o nome da região grega da Macedónia, situada no norte da Grécia, por existir um país com este nome, a saber, a República da Macedónia do Norte, que pertenceu à Jugoslávia e nessa circunstância deparei-me com a cidade de Pela, que foi capital daquele território grego.

A coincidência no caso foi tratar-se do local de nascimento desta grande personagem, que chegou a ser príncipe e rei no século IV a. C, como também comandante do mais preparado exército da época e fundador de um dos maiores impérios da antiguidade.

E já agora digo que veio no encalço o seu mestre, Aristó- teles, também Macedónio, que durante quatro anos preparou Alexandre para a vida, porque o seu pai, o também rei Filipe II, queria que ele fosse filósofo como o mestre.

Estou a referir-me a um dos mais emblemáticos líderes políticos do mundo, Alexandre III da Macedónia, também designado “Magno” e “Grande”, de quem se diz que com treze anos domou um cavalo oferecido ao pai pela sua qualidade extraordinária, mas que ninguém conseguia domar. Esse cavalo, de nome Bucéfalo, em grego cabeça de boi, acompanhou Alexandre em todas as campanhas.

É claro que o jovem começou com uma instrução quase exclusivamente baseada na educação física e militar, tendo passado então mais tarde pela escola de Aristóteles, para receber formação intelectual e aprofundar os seus conhecimentos de literatura e filosofia, e até de medicina e retórica.

Mas o pai havia de chamá-lo a combater quando Tebas e Atenas se aliaram para deter o avanço deste para Sul e a vitória dos macedónios foi esmagadora. Direi que Alexandre veio a entrar triunfalmente nas grandes capitais do império persa, tendo-se transformado no homem mais rico do mundo conhecido.

Depois de Alexandre a língua grega transformou-se na língua política e culta de todo o próximo Oriente e do Mediterrâneo. Mas o império acabaria cedo porque com trinta e dois anos a vida de “o Grande” terminou.

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