SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Domingo, 13 Junho 2021, 15:03

Coisas que não sabemos mas que também não aplicamos

Temos estado, este verão, debaixo de fogo, mais precisamente debaixo de incêndios, e os autarcas queixam-se de que ninguém os ouve. É confrangedor ouvir um presidente de Câmara dizer que há dezasseis anos anda a pedir várias coisas para minimizar os impactes dos incêndios. A mesma pessoa pediu na segunda-feira, na terça e na quarta, enquanto o fogo lavrava, desalmadamente, às portas da sede do seu concelho, ajuda para o combater.

Depois toma-se conhecimento de que há opiniões a clamarem que o comando das operações de combate aos incêndios, deixemo-nos de teatros de operações, devia estar no centro do país e não em Lisboa, porque quem ali mora conhece melhor o terreno. Mas também se fala do tipo de bombeiros, do tipo de comandos e do tipo de material ajustado. Ou seja , o tema é complexo e mais quando as coisa dão para o torto.

Tenho para mim, como já referi, que nenhuma espécie de flora deve ser posta em causa, antes sim o “modus faciendi”, o modo de fazer, da florestação, da proteção e fiscalização, porque me recordo dos antigos guardas florestais.

Mas e as limpezas das matas, sobretudo as que não geram lucros, e as centrais de recolha da matéria combustível, as chamadas centrais térmicas a biomassa florestal são suficientes e cumprem o objetivo?

Relativamente aos paióis de Tancos que têm uns largos anos, ninguém entende como se deixou chegar estas instalações àquele estado, que possibilita o assalto e roubo de material militar. É que não é um assunto vulgar!

Por outro lado, há muito se fala do apoio ao interior do país e da A23, por exemplo, que vai de Torres Novas a Vilar Formoso, pois poderia, sem portagens, catapultar as empresas para maior interesse pelo investimento nas Beiras e até no Alentejo.

Diga-se ainda que não se pode esquecer a baixeza moral com que os partidos trouxeram à coação a abordagem da tragédia de Pedrógão Grande. Não se entende como se discutem politicamente temas tão sensíveis, perante a opinião pública.

                                                                                    Messias Martinho

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