SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Quinta-feira, 17 Junho 2021, 21:06

Estes políticos de hoje pensam no país?…

Os portugueses têm alguma dificuldade em entender os políticos, porque esta democracia teria muito de cómico se não afetasse tragicamente muitos cidadãos que dependem das medidas (políticas) que os governantes possam tomar.

Já aqui o disse e repito, dá a impressão de que não aprendemos nada, desde o 25 de abril; é que os partidos parece continuarem a digladiar-se como cavaleiros medievais para se divertirem com os seus ”clientes”, e o país pergunta “para que foi votar”.

Passo ao conteúdo, representando “cenas” em que a primeira foi quando um líder de um partido, PS, que tinha ganhado eleições europeias por “poucochinho”, foi destronado pelo seu camarada presidente da câmara de Lisboa, que não cumpriu ali o mandato, embora os lisboetas tivessem votado nele para quatro anos.

Na segunda, coloco o facto de este mesmo ex-autarca ter feito uma campanha para as legislativas, pouco conforme com os pergaminhos que granjeara na câmara da capital. E assim é derrotado nessas legislativas, quando todos o davam como único vencedor, até porque a coligação que nos governou estes quatro anos imprimiu nos portugueses fortes apertos económico-financeiros.

Na terceira, o mesmo ex-presidente da autarquia de Lisboa, derrotado, considera que pode vir a ser primeiro-ministro, mostrando-se por isso pouco interessado em negociações com PSD/CDS, facto inédito na nossa democracia, e a coligação também fala como se ainda fosse maioria, ou seja, cada um mostra a sua arrogância e o povo que espere!

Na quarta, o Presidente da República ao encarregar Passos Coelho para empreender negociações com o PS, no sentido de se formar um governo PSD /CDS/ PS, não se limita a isso, antes faz um discurso em que evidencia juízos de valor sobre os partidos. Esse discurso leva os partidos da esquerda a sentirem-se inferiorizados, desafiando eles próprios Cavaco Silva.

Porque tudo isto não chegava, o Presidente da Assembleia da República, responde a Cavaco Silva também rispidamente, com o rei na barriga, como se os órgãos de soberania fossem exércitos inimigos, nada contribuindo para a acalmia política e para um acordo entre os dois maiores partidos.

Em suma, governo da minoria empossado, para durar dez dias, e agora o país que aguarde sentado, pelos próximos passos, e um governo inédito.

É caso para perguntar se é disto que o país precisa e se é desta forma que os jovens têm emprego e constroem as suas vidas!

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