SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Sábado, 12 Junho 2021, 15:35

SOS Família

Na acelerada e stressada era digital, em que estamos mergulhados, todo o tipo de comunicação percorre o planeta à velocidade da luz, bombardeando-nos constantemente de várias formas com histórias sensacionais, sensacionalistas e por vezes, tão assustadoramente vertiginosas como voláteis, sem consistência, mas essencialmente desgastantes, desagregadoras e clivantes.

Mais do que nunca, sente-se a necessidade duma estabilidade afectiva, dum local seguro, dum recanto de paz, harmonia e serenidade, onde o reequilíbrio possa acontecer.

Mais do que nunca, a esperança num futuro risonho é uma miragem, com a qual só os resistentes ainda ousam sonhar, construir e usufruir.

De derrocada em derrocada nos vamos soerguendo em tempos de fortes abalos, não só telúricos como também à dignidade da vida, aos afectos, aos nobres amores e à célula base da sociedade que é a família. Urge reflectir sobre o futuro que queremos dar às nossas crianças.

Lutamos por um bom emprego, por uma boa casa, por uma vida com qualidade, por férias excelentes. Tudo isto é muito nobre e necessário, mas a Família é o ponto fulcral, a trave principal para se poder fazer face a todo o tipo de “intempéries” que nos vão assolando nestes tempos conturbados e agitados de sucessivas desgraças.

Sabemos bem que a maior doença da época é a falta de educação, que só na família se pode aprender e apreender. Berço dos valores, das normas e dos afectos, só ela tem capacidade para gerar e produzir crianças felizes, equilibradas e bem adaptadas.

Todos andamos super-ocupados, mas é necessário um esforço extra-especial e reforçado para dar prioridade aos mais queridos, que dentro do lar esperam o momento tão desejado do reencontro, da partilha e da união.

Aquela hora sagrada da refeição da noite, com a caixinha mágica desligada, é a grande oportunidade de todos estarem juntos em uníssono após um longo e desgastante dia, para sem intromissões ou interferências, poderem conversar, desabafar, partilhar alegrias, tristezas, cansaços e transmitir também doces momentos de afecto e de esperança no amanhã, que inexoravelmente se segue.

Nos tempos que vão correndo, cada vez é mais imperioso que se possa repetir como a Doroteia do filme O Feiticeiro de Oz: “ Não há lugar nenhum como a nossa casa” pois é lá que está o nosso tesouro – a nossa família.

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