SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Sábado, 12 Junho 2021, 14:49

«A cultura da morte»

Vivemos numa sociedade cada vez mais voltada para a destruição da vida, do que pela sua manutenção.

Senão vejamos: se um casal por “erro de cálculo” vê que espera um filho, a solução está aí à mão – é o aborto.

O aborto provocado é subsidiado e dá direito a licença na trabalhadora. A menos que ela não queira.

Um casal tinha uma empregada que engravidou e comunicou à senhora que ia abortar. Esse casal tinha uma filha com pouco mais de um mês e recorreu a este argumento para a dissuadir. Não aborte, afinal você vai ajudar a criar a nossa filha e cria também o seu bebé. Não resultou.

No dia marcado disse que ia ao hospital, mas voltava para casa. Quando chegou a senhora disse-lhe: vá para o seu quarto, descanse que eu faço o que for preciso. Também não resultou – para ela o aborto foi como beber um copo de água.

Porquê? Porque estava imbuída da mentalidade da «cultura da morte» e destruir um ser humano era irrelevante.

Mas a nossa sociedade que não deixa nascer uma criança que é incómoda, está preparada para eliminar o idoso ou o doente quando é um peso, pois as leis permitem «matá-lo» praticando a eutanásia.

Um idoso que vivia com um filho e a nora, era muito mal tratado por eles, a ponto de temer que se antecipassem a Deus – Senhor da vida e da morte – e praticassem com ele a eutanásia.

Desabafando com um amigo, este aconselhou-o a meter-se no quarto, fechado por dentro e todas as noites deixasse cair várias moedas sobre a cama de modo que o tilintar se ouvisse, bem como a frase: “vocês (moedas) vão para quem me tratar bem, até eu morrer de morte natural bem documentada”.

A cena começou logo nesse dia e os efeitos fizeram-se sentir logo no dia seguinte: Papá, vou sair, diz o filho, quer vir comigo para não estar sempre fechado em casa? Logo vem a nora e com um miminho pergunta-lhe o que gostaria de comer ao almoço, pois vou às compras e trago o que preferir.

E todos os dias à noite a cena repetia-se. O idoso acabou por adoecer, mas não foi para o hospital, mas era tratado em casa com pessoal especializado. Adiaram as férias já marcadas, para não mandar o idoso para um asilo, mas para lhe prestar os cuidados que ele precisava.

Mas a morte sobreveio e acabadas as cerimónias fúnebres, com o filho e a nora “inconsoláveis” com a morte do seu “ente querido”, estes foram procurar a fortuna a que se julgavam com direito.

Encontraram um envelope com uma carta: Dinheiro? Só tinha as poucas moedas que tilintavam todas as noites. Se quiserem ter uma vida boa, trabalhem no duro, para não chegarem a depender de ninguém que vos maltrate, como vós me maltrataste!

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