SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Quinta-feira, 17 Junho 2021, 02:22

Sinal de Totalitarismo

 

Os portugueses e, em particular, as famílias, a primeira e principal instituição educadora de cada pessoa e de uma sociedade, têm diante de si o desafio de interpretar e descobrir o que pretende o governo socialista com a imposição nas escolas da chamada educação sexual. Evidentemente que eles justificarão o abuso, na medida em que é possível justificar tudo o que se quiser.

 

Apresentarão até essa arbitrariedade como uma questão de saúde e de direitos reprodutivos, a nova retórica para introduzir o aborto e colocar a gravidez e a maternidade na prateleira das doenças, de tal sorte que esses “direitos reprodutivos” são, no fim de contas, direitos não reprodutivos, o que significa, para eles, rigorosamente o mesmo. Invocarão o igualitarismo ignorando voluntariamente a complementaridade entre homem e mulher, recusarão aceitar e entender o sentido de existirem na natureza humana dois sexos complementares – não um, nem três ou quatro.

 

Dirão que a natureza humana não existe, – porque isso de natureza é para as abelhas e golfinhos, nunca para o ser humano – o que existem são “papeis socialmente construídos”, exactamente o truque que a ideologia do género ensaia. Tentarão convencer que os que não pensam como eles são ignorantes e preconceituosos, como se eles, que empunham constantemente o adjectivo “científico”, fossem mais iluminados que os outros. Eles gostam muito de discussão e diálogo, mas não neste assunto. Aqui, ou se pensa e diz o que eles querem ou se é ignorante. A diferença não se pode tolerar na ideologia do género.

 

Mas, se a natureza humana – o que é dado a priori – não existe nem é determinado, então tudo é arbitrário e totalitário, não há limites para o exercício do poder. É precisamente o reconhecimento daquilo que é dado ao ser humano a priori que permite limitar o poder do Estado e libertar-nos da arbitrariedade e da tirania. A natureza não nos escraviza, liberta-nos. A ideologia do género não nos liberta, escraviza-nos.

 

Que podem os pais portugueses esperar da educação sexual servida pelo Estado socialista, num País em que a Constituição afirma que o Estado não pode programar, política e ideologicamente, a educação (artº 43, 2)? Podem esperar, em grau ainda mais acentuado do que já se verifica, a desvirtuação do casamento, uma mentalidade avessa à maternidade e à paternidade, a apologia do aborto e o deslumbramento pela homossexualidade, na melhor das hipóteses apresentada como opção idêntica à heterossexualidade.

 

Basta recordar os casos polémicos que têm surgido aqui e ali, alguns com bastante destaque na imprensa. Será preciso dar exemplos? A menos que a sociedade portuguesa e, em particular, as famílias, acorde, resolva bloquear essa imposição totalitária do governo e nas eleições legislativas chumbe o Engº Sócrates com uma derrota para ele aprender que o poder do Estado tem limites e não se pode sobrepor à educação parental.

Partilhe!
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email
Share on print
Print
Share on reddit
Reddit
Jornal O Almonda, 2021 © Todos os direitos reservados