SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Sexta-feira, 25 Junho 2021, 14:36

Não deixem a feira morrer

“- Olha mãe que cavalinhos tão bonitos!”- Exclama o petiz extasiado ao ver os póneis bem juntos apanhando ar de um dia sem chuva. Passo naquele instante e encaminho mãe e filho para vermos de perto a tratadora dos bichos. Diz-se satisfeita com o espaço da feira embora mais pequeno.

Continuo a caminhar e encontro um bom número de carroceis infantis. Para os adultos não faltam a tradicional Selva, com as suas girafas, camelos e cavalos a embelezarem as banheiras que rodam e rodam tomando reais os sonhos de todos. Ao lado os carrinhos de choque sacodem a inércia dos corpos que os conduzem com vivacidade e esperteza sempre à espreita das mocinhas mais distraídas. E sem esperar veem-se choques nas traseiras, de frente e ouvem-se os gritinhos juvenis felizes.

E como já é de praxe lá está o Canguru que não para de pular e sacudir os seus ocupantes para a frente e para trás.

Mais à frente encontra-se La Máquina que é bom para quem adora adrenalina. Uma risada total.

Estando quase de saída deparo-me com New Iorque um carrocel que o alentejano de Serpa, proprietário desta diversão o foi buscar a Veneza. Homem simpático e de boa conversa, disse-me que também gostava do sítio onde estava.

Também não faltam algumas barraquinhas de bugigangas e os matraquilhos e outros jogos.

Na parte superior do parque de estacionamento encontrei as famosas farturas do Pina e as pipocas e algodão doce da Dona Glória Alves. Estes dois feirantes são da terra e muito bem o fizeram estando presentes mais um ano nesta feira.

Na minha singela opinião o local da feira está bem escolhido. Todas as pessoas que passam cá estes dias trabalhando nos seus equipamentos trazem a “ casa” às costas recheada de todas as acomodações e alimentos também. Em vez de andarem para ai a comentarem que um dia a feira acaba de vez, deviam ser mais otimistas.

Penso que com boa vontade as coisas fazem-se. Por exemplo ao lado das farturas está uma tenda com móveis e agora pergunto: Porque não se colocou lá uma tenda com algum artesanato que está às moscas na loja de artesanato? Porque é que algumas instituições não trouxeram as suas coisas com rifas para mostrarem e assim angariarem mais uns fundos?

Não basta falar para o alto, mas sim procurar e expor as suas ideias a quem é devido.

Como diz a cantora brasileira Alcione “ não deixe o samba morrer…” eu peço-vos para não deixarem a feira morrer!

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