SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Quinta-feira, 17 Junho 2021, 21:02

Na rota do Almonda

Andei uma semana a pesquisar as previsões do Instituto de Meteorologia e Geofísica para o tão esperado domingo dia 18 de novembro. Tinha um passeio pedestre e de burro para conhecer um pouco do interior da Serra de Aire e Candeeiros. Felizmente São Pedro trouxe sol que me fez esquecer o frio que senti ao chegar ao parque de merendas em plena serra. Um grupo de pessoas, homens e mulheres e até uma criança esperavam sorridentes pelo início da caminhada. Antes de partirmos foram distribuídos sacos com fruta, água, sumo, barra energética e bolo. Uma delícia para nos ajudar a manter a força durante o percurso.

Connosco iam a Alzira, a Belinha e a Joana, 3 burras prenhas do macho que tinha de ir á frente delas. Nunca tinha subido para cima de tal bicho, mas com uma boa ajuda o meu corpo foi-se ajustando à albarda da Bela e aos seus trotes. Foi sem dúvida um momento de esplendor, tal qual uma deusa serrana em defesa de toda aquela beleza, tão massacrada em épocas de incêndios.

Ao longo do caminho encontramos pedaços de calcário, em formas engraçadas devido à erosão dos tempos. O Sr. Paulo, mestre do que se encontra nestes habitats, foi-nos mostrando plantas aromáticas, medicinais e condimentares, entre elas o Medronheiro, o rosmaninho, a salva, o orégão, o alecrim, o espargo e o zambujeiro.

O morcego-lanudo, o morcego- de- ferradura – mediterrânica. As genetas e a víbora- cornuda também fazem parte do habitat da serra.

Ainda estava eu a saborear os últimos minutos em cima da Bela quando o grupo parou ao encontrar um pastor com o seu rebanho de cabras serranas. Uma conversa explicativa ao qual se juntou o Sr. Secretário da Junta de Freguesia de Pedrogão, em que mencionou que a junta apoiava este projeto. Despedidas feitas, adiante que um delicioso magusto nos esperava no Centro de Interpretação Subterrâneo da Gruta do Almonda. Seriam umas 13h30m quando nos deparamos com aquela casa no meio do nada, no bom sentido e fomos recebidos com vinho, sumos, castanha acabadinha de assar, aperitivos, figos secos, queijos, chouriço e ainda dançamos ao som da flauta do Sr. Paulo.

Penso que todos nós aprendemos um pouco da riqueza que a nossa serra tem e mesmo os que não conheciam terão vontade de voltar. Porque a serra é o pulmão do ar que respiramos, e o rio é fonte de vida que temos de louvar e cuidar, não só por ser o postal de visita da nossa cidade, mas também como sendo um meio de produtividade de peixes variados e de fauna fluvial.

Uma foto de família para terminar esta espetacular manhã e também a promessa dos mentores deste projeto de realizar mais passeios destes.

Bem hajam às 50 pessoas que participaram nesta aventura, vindas de Odivelas, Viseu, Leiria, Mira de Aire, Tomar e Torres Novas.

aguianegraenator@gmail.com

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