SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Sábado, 12 Junho 2021, 18:16

Para onde vais Meia Via?

Ultimamente tem-se falado da possível mudança da junta de freguesia da Meia Via para o Entroncamento, devido também a uma possível extinção de algumas juntas de freguesia. O facto é que ainda não se sabe de nada. Apenas se ouvem rumores. Esta semana fiz uma sondagem via telemóvel para os meus contactos que vivem perto, colocando duas perguntas: Se está de acordo ou não com a mudança da junta de freguesia da Meia Via para o Entroncamento e porquê?

Algumas pessoas responderam e foi a partir daí que escrevo este artigo. Alguém da terra dos comboios disse-me que seria bom para a cidade, logo estava de acordo com a dita mudança.

Outra pessoa respondeu que não tinha opinião formada porque aquilo é um capricho do Sr. Presidente da junta de freguesia e que é um ato precipitado. Um meiaviense respondeu assim: “ Acho mal. Não há tradição com o Entroncamento. Tradicionalmente não nos diz nada. E qual a lógica de a freguesia acabar depois de se fazer tanto para ela existir? “ Estas foram algumas respostas que obtive, que me levam a perguntar: por caso existe alguma comissão que faça um inquérito à população?

Nestas situações não pode ser somente uma pessoa a comandar o barco.

Há que ir ter com a comunidade e falar, questionar, explicar o que se passa. E as pessoas não se podem calar, não se podem acobardar perante as circunstâncias. As opiniões atiradas para o ar em volta dum jogo de cartas por exemplo, têm de ser ditas cara a cara a quem é de direito.

E se mudar mesmo? Como vai ser por exemplo nos transportes urbanos?

Como todos sabem o TUT vai à Meia Via, a aldeia pertence (ainda) ao concelho de Torres Novas. E depois será que a câmara do Entroncamento vai disponibilizar um autocarro para transportar as pessoas ao mercado, às escolas de Torres Novas, ao hospital, ao Centro de Saúde, à Segurança Social?

Há que se pensar muito bem no que se fez no passado, no que se faz hoje e quais as consequências amanhã. Uma terra tem raízes, a sua cultura e a Meia Via tem muito disso. É uma aldeia que cresceu, desde os verdes anos, que ia às festas populares. Grandes bailaricos, muita brincadeira na altura. Por isso reflitam e se quiserem que a freguesia mude ou não para o Entroncamento unam-se e continuem a pertencer a Torres Novas.

Aqui há uma hipótese, uma escolha, de partir ou ficar. Um bocadinho semelhante, lembro-me da antiga Aldeia da Luz na qual foi demolida pela barragem do Alqueva. Apesar de reconstruírem uma aldeia “igual”.

Já não é e nunca será a mesma coisa. Parece uma aldeia fictícia. Não entrem em guerras políticas, juntem-se e façam seguir o ditado: “ Um por todos e todos por um”.

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