SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Terça-feira, 22 Junho 2021, 08:28

Feira Quinhentista 2012

Este ano a feira começou com cara de poucos amigos. Muita chuva, confusão, feirantes desanimados, nervos, impaciência. Na 5ª e na 6ª travaram-se algumas batalhas verbais.

No sábado com a chegada da televisão, os ânimos acalmaram. Todos a postos para receberem o Sr. Júlio Isidro e a sua comitiva para mais um programa “ A Festa é Nossa” na RTP1. Com o sol a dar o seu melhor, passava o cortejo onde participei e adorei. A cidade de Torres Novas rejubilou com os deliciosos crepes feitos na lenha, os licores do Alquimista, o porco no espeto, os bolinhos de cá e muito mais.

Os artesãos mostraram muita criatividade nos seus trabalhos feitos em pele, arame, madeira, vime, barro, metal entre outros materiais. Aqui chamo uma atenção redobrada ao caro leitor. É bom que não se confunda artesanato genuíno, com “artesanato” adquirido nas lojinhas no Martim Moniz. É que não tem nada a ver. É como comprar gato por lebre.

No largo do Salvador junto da biblioteca antiga encontrava-se a zona mística, onde se podia consultar o Mago das plantas, a leitura do futuro através dum desenho duma árvore e leitura de cartas do Tarôt.

No jardim do castelo os mais pequenos davam pulinhos de contentamento com as diversas atividades. Muito concorrido estava o carrocel medieval e o cavalinho de madeira.

Ao final da tarde de sábado chega a Princesa com a Rainha. O povo dá vivas ao cortejo e observo a leveza do aceno da Princesa em retribuição. A aia enche as ruas com seu sorriso cativante, mas a Princesa no meu entender apaga-se um pouco. Será que não lhe apetecia casar tão jovem?

Com a praça iluminada todos assistiram ao maravilhoso baile da Corte. Eis que chega domingo com a tão anunciada missa campal. Afinal o padre Carlos Ramos vinha celebrar a Eucaristia e só a sua presença ia encher muitas alminhas de puro encanto. Mas afinal, houve um engano no computador.

Após o repasto dei um passeio com a minha mãe. Levei-a ao hospital dos Leprosos, mas não encontramos nenhum “doente”. No Postigo da Traição, também só abriam a gruta do castelo à noite, ao que pergunto:

“ – Porque não estavam lá durante o dia?”

Mesmo a terminar este evento a chuva voltou, refugiamo-nos numa tenda mística e foi com muita gargalhada que brindamos ao fim da feira. Que venha mais para o ano, mas com entradas mais em conta!

Quero deixar um pedido para os organizadores deste evento: que esta feira não termine, mas também que organizem melhor os espaços para os mercadores cá do concelho e também para os que vêm de fora. Até para o ano minha gente!

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