SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Terça-feira, 22 Junho 2021, 00:13

“Bicharada” à solta

Todos os dias vejo as previsões do tempo. Todos os dias vejo o símbolo do sol em todo o nosso país. Todos os dias vejo o céu limpo.

Estou preocupada. Tenho saudades da chuva bem chovida. Dos invernos de outros anos, onde a água abundava, enchendo o rio Almonda, lavando as suas margens, o seu interior enquanto os patos se regalavam com tal paisagem. Tenho saudades do cheiro a terra molhada, de pisar as poças lamacentas e até de sentir os pingos de água atirada pelas rodas dos carros.

Tenho saudades de ver as sementeiras verdinhas, o sorriso do agricultor esperançado da colheita farta que a terra lhe dava.

Hoje saio de casa e mergulho na imensidão duma secura que já nasceu.

Cansa-me caminhar entre a poeira que a minha garganta cospe sufocada.

Os meus olhos ardem-me devido á mancha de poluição que o planeta atravessa.

Por cá lavam-se as ruas e muito bem, mas os maus cheiros continuam e sem chuva mal se consegue respirar. E arrisco dizer também que sem falta de manutenção.

Começo pelo TUT da linha vermelha que é o que mais utilizo. A maior parte das vezes apresenta-se sujo. Não estou a falar dos papéis que as pessoas deitam para o chão. Mas sim, de não haver ninguém com boa vontade que os lave; que limpe aqueles vidros empoeirados que são tão prejudiciais para quem tem problemas respiratórios. A maior parte das vezes se não fosse o profissionalismo do motorista andávamos ali como gado enjaulado.

A olho nu encontramos os chamados pequenos cursos de água que deitam um cheiro nauseabundo. Descobri há há pouco uma espécie de esgoto a céu aberto em frente do Hipermercado Modelo.

Junto ao Torreshoping mais uma desgraça para o ambiente, que até numa loja do centro comercial se sente o mau cheiro.

No centro da nossa cidade, junto ao Açude Real mais um buraco sem graça nenhuma.

É importante que se comece a fazer algo, afinal Torres Novas está a 2 meses e pouco de receber a feira medieval, um evento grandioso como todos sabem. Não basta apenas tapar os escombros com plumas de veludo, mas escavar e limpar o que há para limpar.

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