SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Domingo, 20 Junho 2021, 16:44

Feios, Péssimos e Maus

 

Na 6ª dirigi-me ao Centro de Saúde para entregar uma Guia de Transporte e trazer outra para as minhas viagens de autocarro quando vou às consultas médicas a Lisboa. Tinha noção e já tinha visto reportagens na televisão dizendo que o Governo estava a cortar essas ajudas preciosas. Mas em Torres Novas, ainda não tinha chegado a má notícia. Fiquei a saber no dia que lá fui. A funcionária disse que as entregas das Guias seriam até dia 9 de Agosto, ou seja, já tinha passado a data, mas não ouve sequer um aviso. É assim que funciona este Governo. Tudo em cima da hora, para não terem de pagar às pessoas o que devem.

           

Sinceramente não gosto de políticas e é raro falar nesses assuntos. Mas este corte mexeu comigo. Tudo menos a saúde.

           

Se Portugal tem uma população a envelhecer, agora com estas alterações na ajuda dos transporte das pessoas aos hospitais, só os ricos têm acesso a ter saúde. Porque estes têm sempre altos bólides que os levem a um hospital privado, sem terem de esperar meses e horas impróprias por uma vaga num centro de saúde. Mesmo na nossa cidade temos esse exemplo: 2 médicos de manhã para atender muitos utentes.

 

Pergunto ao Director deste centro, porque é que as consultas de recurso estão no mesmo módulo do que a sala da enfermagem? Haverá necessidade de tanta gente no mesmo cubículo? É um sufoco e muita confusão. Se o módulo antes está às moscas, porque não se fazem lá os serviços de enfermagem por exemplo?

 

Li também esta semana no Almonda que os médicos oriundos da Costa Rica ainda não podem desempenhar as suas funções cá, devido a burocracias.

 

E o mais ridículo é o Estado Português estar a pagar-lhe o vencimento.

 

E nós os pacóvios ficamos aqui sentados com o estômago às voltas, a remoer entre dentes, a falar nas esquinas, mas de resto não fazemos mais que isto.

           

Numa revista semanal, li que a mulher de Passos Coelho é coordenadora do Centro de Medicina e Reabilitação de apoio ao deficiente. Nem os deficientes ajudam. Reparem, um casal de invisuais, o homem tem um emprego, a ajuda é retirada à mulher. Mas que raio de país é este?

           

Penso muito nos idosos que trabalharam e ainda cavam a terra, para terem algo para comer, porque com uma reforma estreita que é quase toda entregue na farmácia, como eles vão viver com os aumentos da luz no Inverno que vai chegar?

           

Sou uma mulher do povo e revolta-me estas atitudes.

           

Tenho de fazer algo. Vou bater às portas das Juntas de Freguesias, ás câmaras e arranjar assinaturas apelando que ajudem na saúde. Vou onde for preciso, levarei o tempo que for preciso mas tenho de fazer alguma coisa. Não sou a super mulher, mas sinto necessidade de contribuir com a minha ajuda. Não é com violência que se consegue as coisas, vejam Londres, as pilhagens, os incêndios, mortes. Nós não queremos isso. Eu quero viver num país que seja justo e sem guerras.

 

aguianegraenator@gmail.com

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