SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Sábado, 19 Junho 2021, 07:05

O grupo das 17h30

 

Isto de ser jovem não é tarefa fácil e ser jovem engraçadinho muito menos. A geração das borbulhas, dos piercings, dos Mp4, dos silicones, das bebidas espirituosas trouxe à malta uma nova onda do quer, posso e mando. O país é livre, toca a gritar contra tudo e todos. O elo mais fraco é para ser espezinhado, humilhado e “nós” somos os maiores.

 

O respeito pelos outros, que é isso? Esquisita palavra, não existe no dicionário de muitos. Que se lixem, fazemos o que queremos.

 

O povo torce o nariz ao vê-los entrar, diariamente no urbano que passa na Escola Profissional às 17h30m. São um grupo de rapazes e raparigas que tentam tirar um curso, para conseguirem trabalho, ou, emprego na sua área. Não sei que cursos andam a tirar e nem me interessa, mas é triste ver tanta malcriadice junta.

 

Há uns tempos chamei a atenção a uns que ao passarem junto do cemitério, começaram a dizer piadas estúpidas acerca dos mortos. Não gostei e revoltei-me porque tenho lá parte da minha família e fiquei muito magoada.

 

Esta semana este mesmo grupo tornou a fazer das suas. Uma rapariguinha sentou-se nos bancos de trás e não parava de dizer em alto e bom som, que cheirava mal no TUT. E espalhou spray, deixando no ar um odor horrível. Esqueceu-se esta jovem de mioleira gasta que não ia sozinha e que alguém podia sofrer de problemas respiratórios.

 

Junto do motorista, de pé, iam os restantes da comitiva dos engraçadinhos à força, que não tinham graça nenhuma. Emitiam sons irritantes de risos descontrolados e repetitivos. Uma passageira ainda disse que o neto dela, bem mais pequenino se comportava melhor que eles.

 

Por isso caros jovens, se lerem este artigo, pensem bem no vosso comportamento, nas vossas atitudes ao longo do dia-a-dia. Vivemos num país livre, mas há regras de boa educação e de respeito no qual vocês ainda não as descobriram. Já tive a vossa idade, já brinquei muito. Mas nunca gozei com ninguém. Acredito que vocês para além dessa rebeldia desrespeitosa são bons miúdos e que mais tarde irão ser bons profissionais. Não levem isto como um sermão, mas sim como uma critica construtiva.

 

Continuem a sorrir mas sem esse tom zombeteiro. Se querem ser respeitados, comecem a ter respeito pelo próximo.

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