SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Sexta-feira, 25 Junho 2021, 01:36

Heidi e Marco

 

Andava eu há uns dias a bisbilhotar os filmes de DVD infantis quando vi um que me chamou especial atenção. Comprei-o e hoje vi-o com a minha mãe. Vi dois episódios num só filme.

           

Primeiro assisti às aventuras de Heidi nas montanhas dos Alpes. A história começou com a chegada da Primavera. A sua priminha Clara andava numa cadeira de rodas e o amigo Pedro levou-a às cavalitas até ao cimo da montanha, para ela poder ver toda a beleza das flores multicolores. No fim a menina chorou ao perceber que estava dependente de alguém, mas ficou de novo feliz porque viu coisas novas. Daí tirei uma lição de vida; Podemos sempre ajudar os outros, sem pedir nada em troca; Podemos fazer esboçar um sorriso ao pegar nas compras duma senhora com idade avançada; Podemos dar uma palavra de conforto a um senhor que sofre de solidão; Podemos dar um abraço ao mundo inteiro.

           

Por vezes somos egoístas, refilamos com pressas estúpidas quando um velhinho entra num autocarro também com um motorista apressado. É raro pensarmos que um dia também queremos que outros mais jovens tenham tolerância connosco.            

           

É fácil falar mas temos de começar a dar um pouco de nós. Não queremos dar dinheiro ao homem que se arrasta na avenida com um cartaz junto de si, dizendo que tem um filho doente, e infelizmente, depois vemos essa pessoa num café a gozar a vida.

           

Não gostamos que liguem para as nossas casas a pedir que depositamos quantias em contas falsas em prol de algum coitadinho.

           

No entanto ainda penso que um pacotinho de massa não nos vai deixar mais pobres, mas sim alimentar uma família que vive num buraco suburbano.

           

O outro episódio foi do Marco com o seu macaquinho ao ombro. O Marco corre desesperado à procura da sua mãe. Passa por muitas dificuldades, mas é um menino muito forte e corajoso. É determinando porque um amor de mãe é do mais valioso que se pode ter.

           

Outra lição de vida. Quantas e quantas mães não são abandonadas, maltratadas pelos seus próprios filhos?

           

Quantas e quantas mães não cuidam dos seus netos e um dia acabam num lar de terceira qualidade. Não há tempo para limpar o rabinho, o vomitado e as lágrimas que escorrem no rosto cansado dessas mulheres que tiveram tempo para dar vida a filhos e mais filhos, criar os netos e até bisnetos

           

E o Marco não pára de correr em busca de sua querida mãe. E se todos tivéssemos mais paciência, mais amor, mais calor para dar a essas pessoas?

 

Acreditem que os outros amores fogem entre as nossas mãos, mas o amor de mãe ficará eternamente no coração de cada um.

 

aguianegraenator@gmail.com

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