SEMANÁRIO REGIONALISTA DE TORRES NOVAS | FUNDADO EM 1918 | ANO CI | Diretor: Nuno Vasco Batista Nunes | Sexta-feira, 18 Junho 2021, 10:03

Filhos do bairro da companhia em festa

 

No sítio onde vivo, não há crimes violentos, não há armas apontadas, não há medo de sair à rua. É um bairro, mais parece um condomínio fechado, mas não é. Anualmente fazemos um jantar para a juventude dos vinte, trinta e quarenta anos. Este ano a nova organização teve a brilhante ideia de retomar ao convívio do 1.º de Maio, que já se realizou em outros anos. Foram muitos moradores e logo de manhã já se ouvia o riso das crianças; as mulheres a preparem um saboroso caldo de verde e sopa da pedra. Aos homens coube a tarefa de comprar os alimentos e assar febras, sardinhas e carapaus. Chegada a hora do almoço as mesas encheram-se, para devorarmos com prazer o caldo de verde, o peixe e carne, regados com vinho, cerveja e sumos.

 

Da parte da tarde, alguns homens jogaram ao chinquilho. As malhas eram pesadas, mas alguns tinham uma pontaria bem certeira. Ainda tentei jogar, mas a minha malha apenas chegou até meio. Ao fresco jogava-se às cartas. Eu andei a tirar fotografias, para mais tarde recordarmos. Por volta das 18h a sopa da pedra foi servida, mais febras assadas, bebidas e para completar variadas sobremesas. A música nunca parou de tocar. O Dj sempre animado dançou ao ritmo de sons africanos, ou, de sons populares. 

 

Com o microfone na mão o António Henriques (um dos organizadores), fez um pequeno discurso, que emocionou quem o ouviu agradecer a todos os presentes e também evocou os que partiram. Culminando no fim com uma salva de palmas. É sempre importante e tradição nossa nunca esquecer os que deixaram esta vida, mas senti que estavam ali a nosso lado. Sinto sempre as suas presenças. Para terminar o Pedro (outro organizador) homenageou um casal jovem que completou 50 anos de casados no fim-de-semana passado. Ele tem 74 anos. Ela 71 anos. Fui convidada e assisti a uma missa emocionante, com honras de alguns militares do exército, do capelão daquele grupo e do Sr. Padre Carlos. Este senhor com a sua simplicidade e simpatia abençoou os “noivos”.

 

Escrevi este artigo para agradecer publicamente todo o empenho, esforço e força de vontade que esta organização fez e fará ao realizar outros eventos. Agradeço a todos que participaram e ajudaram nesse dia. Agradeço à minha mãe que me deu uma grande alegria ao ir a este convívio. Também deixo um recado a quem vive num bairro e não só. Convivam, unam-se, ajudem-se, organizem actividades. Pode dar trabalho, mas o mais importante é a satisfação de ver que as coisas correm bem e se cada um der uma ideia, podem-se criar coisas muito boas.

 

Para finalizar deixo aqui um abraço grande aos meus vizinhos do coração que fizerem 50 anos de casados. Meus caros leitores não é todos os dias que um casal comemora as bodas de ouro pois não?

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